Um apagão literal no Brusque Futebol Clube

Um apagão literal no Brusque Futebol Clube

Prancheta - Cristóvão Vieira

Muito simbólico o fato de refletores não terem acendido por completo no estádio Augusto Bauer na última semana. Representou bem o que aconteceu com o time do Brusque nos últimos dias: a perda do brilho, o apagão dentro de campo e as sombras da falta de respostas.

É curioso que um dos elencos mais bem pagos da história do Brusque Futebol Clube tenha um dos piores começos de campeonato dos últimos seis anos. Atletas medalhões recebendo salários na faixa de R$ 15 mil e R$ 16 mil, coisa vista poucas vezes dentro do elenco quadricolor, mas que não conseguem colocar suas experiências e quilometragens dentro de campo.

A falta de compromisso de um grupo de atletas do elenco já não é mais velada. Pingo deu um longo sermão na última quinta-feira, 8, em jogadores que estão aqui na cidade apenas pelo salário. Não me surpreenderá se, ainda nesta semana, uma verdadeira barca passe pelo CT Rolf Erbe e leve de volta pra casa algumas figuras fatídicas.

Sem demagogia: o elenco foi mal montado. E aí há parcelas de culpa tanto da diretoria quadricolor, quanto do ex-técnico Picoli e sua comissão. Apostaram em uma coisa que deu errado, que foi uma base no fraco time que jogou a Copa Santa Catarina. Aceitaram numa boa, fazendo vista grossa, jogadores acima do peso, sem preparo físico e que mesmo com mais de um mês de treinamentos de pré-temporada não conseguiram entrar em forma.

Agora a luta, que era por posições lá em cima, passa a ser contra o rebaixamento. Para isso, o time de Pingo precisa voltar aos trilhos. Será necessária uma limpeza no elenco, não restam dúvidas. E aí, quem sabe, encontre-se a luz no fim do túnel.

Ainda sobre os refletores (1)
O leitor Gerson Luiz Dunca, que fez parte da comissão da celebração de 100 anos do Carlos Renaux – completos em 2013 – entrou em contato com a coluna revelando que, na ocasião dos preparativos e reformas para o estádio, foi realizado um projeto para uma iluminação de alto nível no Gigantinho. É um extenso documento, de 26 páginas, produzido por uma empresa espanhola e que ainda pode ser utilizado. O projeto pertence a Dunca, e ele se disponibiliza a doá-lo ao Vovô do Futebol Catarinense, que precisaria então captar recursos para estabelecer esta iluminação.

Ainda sobre os refletores (2)
O custo total para o Carlos Renaux será de cerca de R$ 200 mil, contudo, conforme sugere Dunca, estes recursos podem ser conseguidos por meio de ações em conjunto com a Prefeitura de Brusque, a Secretaria de Esportes de Santa Catarina e o Ministério do Esporte, além de uma parceria com o próprio Brusque Futebol Clube. Com este novo projeto, aproveitar-se-ia apenas os postes, e toda a fiação e sistemas de iluminação seriam trocados. Na época, o projeto, que traria ao Gigantinho uma iluminação padrão arena de Copa do Mundo, foi ignorado pelos então dirigentes do Vovô.

Polêmica no esporte botuveraense
Diretor de esportes durante cinco anos em Botuverá, Elizandro da Cruz foi desligado da pasta e utilizou de seu perfil no Facebook para desabafar sobre o fato. “Tenho certeza que fiz história aqui em Botuverá. Se tivesse que fazer tudo de novo, faria, só com uma ressalva: não deixaria mais minha família de lado para ajudar pessoas que hoje não sabem reconhecer o que fiz pelo esporte”. Ele lembrou ainda que ajudou a proporcionar mais atividades esportivas, como Jogos Comunitários, futebol entre empresas e bocha em trio.

“Grand Prix teve falha na divulgação”
Carta encaminhada pelo leitor José Victor da Silva, natural de Brusque, mas morador de Balneário Camboriú, critica o que diz ser uma falta de divulgação estadual e municipal do Grand Prix. Seguem trechos: “O que chamou a atenção deste missivista eletrônico foi o fato de não ter encontrado nenhuma faixa em logradouros ou vias de acesso a Brusque como a rodovia Antônio Heil, por exemplo, referentes à realização deste Grand Prix de Futsal, do qual participaram o Brasil, sagrado campeão, e outros países.

Da mesma forma, não vi divulgação através da TV NSC, por exemplo. Apenas por meio de um dos canais de esporte da Rede Globo, o qual transmitiu a competição, foi possível tomar conhecimento deste evento. Na minha modesta avaliação ocorreu uma grave falha na divulgação da realização do Grand Prix por parte das autoridades municipais de Brusque, mormente através da Fundação Municipal de Esportes, a qual acredito faz parte da administração municipal”.

Handebol em Brusque

Publicado por Adalberto Diegoli em Curto Fotos Antigas de Brusque

Se uma equipe feminina busca recuperar o handebol brusquense com trabalhos na Arena, o registro da sessão Memória do Esporte de hoje prova que a modalidade tem história no município. Equipe masculina em 1942, na Sociedade Esportiva Bandeirante.

 

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