UTI neonatal do HEM já atendeu 10 bebês da região

Nos primeiros 30 dias, espaço recebeu recém-nascidos de Blumenau, Balneário Camboriú, e Gaspar; por enquanto, atendimento é apenas particular ou convênio

UTI neonatal do HEM já atendeu 10 bebês da região

Nos primeiros 30 dias, espaço recebeu recém-nascidos de Blumenau, Balneário Camboriú, e Gaspar; por enquanto, atendimento é apenas particular ou convênio

A Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neonatal do Hospital e Maternidade Evangélico de Brusque (HEM) completou um mês em operação. Nos primeiros 30 dias, já foram atendidos 10 bebês, de 0 a 28 dias de vida. “Alguns dos bebês que já atendemos eram prematuros extremos, com menos de um quilo, e conseguimos fazer todo o tratamento necessário a eles aqui”, diz a diretora técnica da unidade, Danielle Gutierres.

Nesse período, a unidade atendeu bebês não só de Brusque, mas de toda a região. “Balneário Camboriú, Blumenau e Gaspar enviaram pacientes aqui para nossa UTI, o que demonstra a necessidade que a região tinha de mais leitos. Gaspar não tem nenhum hospital com esse serviço, já Blumenau e Balneário estavam superlotadas e a solução foi a nossa unidade. Percebemos que existe a demanda, o primeiro mês superou nossas expectativas”, destaca.

Hoje, a UTI está com dois bebês internados, mas a estrutura do local é para até nove leitos. Inicialmente, o hospital está atendendo com cinco leitos, e com o tempo, deverá operar em capacidade máxima.

Danielle ressalta que, com a inauguração da unidade, o número de partos realizados no hospital aumentou. “Estamos com um número muito maior de partos, porque agora, as gestantes de risco não precisam mais ser transferidas para outras cidades já que dispomos de todo o serviço aqui em Brusque”.
Sem previsão para SUS

Por enquanto, a UTI neonatal atende no sistema particular e os convênios do Hospital Evangélico. A coordenadora da unidade afirma que está aberta à negociação, mas ainda não houve nenhum tipo de contato para disponibilizar leitos da UTI neonatal pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Não tivemos nenhum movimento tanto do estado, quanto do município, demonstrando interesse em parceria para atendimento SUS”, diz.

Segundo ela, é provável que haja um contato posterior, pelo menos para atender casos de urgência. “Acredito que só seremos procurados no momento que houver necessidade. Sei que há uma flutuação de leitos no estado. Atualmente, a situação está tranquila, o estado está conseguindo realocar. Por isso, a procura pelo atendimento SUS vai se efetivar quando houver necessidade”.

A secretária de Saúde de Brusque, Ana Ludvig, destaca que a formalização de convênios com a UTI neonatal do Hospital Evangélico para atendimento SUS não passa pela secretaria municipal. “É uma ação que compete ao estado, porque é alta-complexidade. Quem regulamenta essa questão é a secretaria de estado”.
Segundo ela, há um interesse do município para que o hospital disponibilize o serviço também via SUS. “Não depende da nossa vontade. É uma regulação estadual”, diz.

De acordo com dados do DataSUS – sistema de controle de dados do Governo Federal – Santa Catarina tem 206 leitos de UTI neonatal – 138 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e 68 pela rede privada.

Por meio da assessoria de imprensa, a secretaria estadual de Saúde informa que há uma parceria com os hospitais públicos, e somente quando há uma ocorrência que necessite de UTI neonatal e todos os hospitais públicos da região estiverem ocupados, o estado compra o serviço do hospital privado. A secretaria destaca ainda que existe uma lista com todos os estabelecimentos que tem o serviço disponível. A central de regulação busca primeiro o atendimento à rede pública, e não sendo possível, entra em contato com a rede privada mais próxima do local de moradia do recém-nascido.

UTI Azambuja
Brusque anunciou a entrada na Rede Congonha, do governo federal, no final do ano passado. Com isso, o Hospital Azambuja receberá recursos para a reforma e adaptação do Centro Obstétrico, e a construção de um espaço para 10 leitos de UTI neonatal. Desses, quatro leitos serão para a UTI tipo II, que trata de casos mais graves; quatro leitos intermediários e dois tipo canguru – para bebês prematuros que podem ganhar peso em contato com a mãe.

Ana ressalta que os projetos da unidade no hospital Azambuja estão em andamento. “A última informação que tive é que estava dependendo de processos administrativos. Para aderir a Rede Cegonha tem uma série de compromissos que o hospital tem que cumprir para ter os recursos liberados, e eles estão fazendo isso. Houve avanços, mas ainda não sabemos prazos. A nossa expectativa do ponto de vista do SUS é tratar com agilidade essa questão da UTI neonatal do Azambuja”.

Colabore com o município
Envie sua sugestão de pauta, informação ou denúncia para Redação colabore-municipio