Botuverá e Guabiruba possuem uma preciosa ligação. A Trilha das Minas Abandonadas, que é um elo entre os municípios e pode ser feita a pé ou de bicicleta, é a comprovação natural da riqueza da região. O caminho leva até três grutas, abertas por antigos mineradores na base da picareta, em busca de ouro e outras pedras preciosas.

As expedições não geraram nenhum resultado. Embora o ouro existisse em pequena quantidade em meio às pedras, o trabalho necessário para separar o mineral precioso do restante das rochas não valia o investimento. Muitas pessoas e empresas perderam tempo e dinheiro na localidade.

Foto: Arquivo Pessoal Thomas Gums

Mas se ninguém ficou rico com a extração de ouro, ao menos o remoto local em meio à selva tornou-se de conhecimento geral na região. Já há alguns anos o trajeto é utilizado por aventureiros, trilheiros e adeptos do mountain-bike, interessados em explorar a natureza selvagem.

Envolvendo história, biodiversidade e o diferencial do passeio por dentro das minas, a trilha é um chamariz também para os fascinados pelo passado. O caminho comprova que Botuverá tem uma diversidade não apenas em termos de fauna e flora, mas também em minerais preciosos, bem como rios, nascentes e cachoeiras.

Embora tenha fácil acesso a pé, para visitar o local a pé é necessária a presença de um guia, principalmente no momento do acesso às minas, além de ser exigido um mínimo de preparo físico pela caminhada. Dentro das minas o equipamento obrigatório é o capacete, uma vez que há rochas baixas e os visitantes podem bater com a cabeça.

Pedalando pela trilha
Thomas Gums já realizou o trajeto de bicicleta. Com um grupo de amigos que sempre faz este tipo de atividade, o Brusbikers, ele afirma que o que mais chama a atenção é estar envolto a um meio ambiente altamente preservado.

“É uma travessia, e você fica entre dois municípios em meio à natureza. Os aromas que você sente, o ar que a gente respira, tudo isso é surpreendente. É muita beleza natural, com pássaros e nascentes de água pelo caminho”.

O grupo começou a travessia por Botuverá, pelo bairro Pedras Grandes, próximo à entrada da cidade. Seguiram em uma subida íngreme e difícil de ser concluída. “Tem que ter perna, principalmente para chegar no topo da Serrinha. Aí segue em descidas e subidas, passa pelo Rio da Cristalina e depois pega mais uma subida em direção à mina”.

Trilha passa por belos cenários naturais / Foto Arquivo Pessoal Thomas Gums

Conforme explica Gums, é preciso ter bons equipamentos para fazer o trajeto com a bicicleta. O grupo usou bikes específicas para a realização de cross country e mountain-bike. Os pneus precisam estar em dia, caso o trajeto esteja molhado.

Chegando nas minas, o grupo encontrou, inclusive, outros trilheiros que faziam o trajeto contrário, de Guabiruba a Botuverá a pé. “Foi um susto, porque estávamos no meio da mata, no nada, e de repente encontramos esse pessoal caminhando”. Já nas minas, os ciclistas aproveitaram para conhecer o lugar histórico. “Encontramos muitos morcegos por lá. Ouro não”, brinca Thomas.

Em seguida, o Brusbikers seguiu o trajeto. Começa a chegada ao Rio do Braço, que anuncia a proximidade com o bairro Lageado Alto, em Guabiruba. Quando chega à Igreja Imaculada Conceição, já na Estrada da Mineração, é o fim do trajeto para o corajoso grupo de ciclistas.

Trilha das Minas Abandonadas
Endereço: Estrada Geral de Pedras Grandes
Acesso: Permitido
Nível de dificuldade: Média
Riscos: Moderados
Sinalização: Sinalizado


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