Vacinação contra a gripe é prorrogada até 1º de junho

A meta é vacinar 80% da população-alvo. Balanço parcial indica cobertura 52,5%, com melhor adesão das crianças

Vacinação contra a gripe é prorrogada até 1º de junho

A meta é vacinar 80% da população-alvo. Balanço parcial indica cobertura 52,5%, com melhor adesão das crianças

Até o momento, a melhor adesão à campanha é entre as crianças – Crédito: Aline Wernke
O Ministério da Saúde prorrogou a 14ª Campanha de Vacinação contra Gripe em uma semana, até o dia 1º de junho. 
A ampliação do prazo, que terminava nesta sexta-feira, 25 de maio, possibilitará que um número maior de pessoas se vacine e se proteja da doença. 
Até quarta-feira, dia 23, cerca de 15,8 milhões de pessoas já tinham tomado a vacina, o que representa 52,46% do público-alvo, formado por pessoas com mais de 60 anos de idade, trabalhadores de saúde, crianças entre seis meses e menores de dois anos, gestantes e povos indígenas. 
A meta da campanha é imunizar 80% deste grupo prioritário, correspondente a 24,1 milhões de pessoas. 
Importância da vacina
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alerta sobre a importância da vacina, que é oferecida gratuitamente nos 34 mil postos de saúde de todo o país. 
Padilha lembra que ela é segura e protege contra os três vírus que mais circulam no Brasil.
– Prorrogamos o prazo para que todas as pessoas que não tiveram tempo de ir aos postos de saúde possam se vacinar contra a gripe e estejam protegidas no inverno, período de maior circulação do vírus. A vacina é a melhor maneira de evitar a doença.
 
O principal objetivo da campanha de vacinação é reduzir a mortalidade, as complicações e as internações provocadas por infecções do vírus da gripe. 
Como resultado da imunização, em 2011, houve redução de 64,1% nas mortes por agravamento da gripe H1N1 – foram 53 óbitos, contra 148 no ano anterior. 
Já o número de casos graves notificados diminuiu 44% – de 9.383 para 5.230. No entanto, se não mantermos altas coberturas vacinais, esses números poderão voltar a se elevar neste ano. 
O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, descarta mitos de que a vacina possa ter efeitos nocivos. 
– Ela é segura. A maioria das reações adversas é leve, como dor e sensibilidade no local da injeção. Só quem tem alergia a ovo não pode tomar a vacina. 
O secretário explicou ainda que é impossível contrair gripe após a vacinação, como algumas pessoas costumam afirmar. 
– O vírus usado nesta vacina é inativado. 
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