Violência contra mulher aumenta 46% em oito meses em Brusque

Ocorrências de lesões corporais dolosas e ameaças quase dobram desde 2012 até o mês de setembro

Violência contra mulher aumenta 46% em oito meses em Brusque

Ocorrências de lesões corporais dolosas e ameaças quase dobram desde 2012 até o mês de setembro

Até o início do mês de setembro, Brusque já somava 248 ocorrências de violência doméstica com ameaças e lesões corporais dolosas contra mulheres. De lesões corporais foram 86 e ameaças 162. Diferente de 2012, quando foram registrados um total de 170 ocorrências, sendo 65 de lesões corporais e 105 de ameaça. Um aumento de 46%. Essas vítimas são atendidas pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), inaugurada em 2010. “A partir da data de criação houve um aumento considerável no registro dessas ocorrências. Até porque elas passaram a ter um local adequado para as denúncias”, comenta o delegado Alonso Moro Torres.

A vítima com quem o Jornal Município Dia a Dia conversou, relata que depois de seis anos casada, as agressões físicas começaram. “Eu tinha medo de tudo. Tudo que ele pedia eu fazia. Muitas vezes tentei enfrentar, mas apanhava ainda mais. Então me tornei uma escrava”, conta. Alcoólatra, o ex-marido saía todos os fins de semana. Ao chegar em casa, sujo da bagunça, fazia com que ela tirasse os sapatos e a roupa dele. “E quantas vezes ele saía da casa das amantes, todo suado e me fazia ir para a cama a força com ele”, lembra.

Dados do Mapa da Violência 2012 apontam que a agressão contra a mulher é predominante, 44,2%, seguida da psicológica: 20,8%. A violência sexual representa 12,2% das denúncias. Segundo o delegado, o perfil dos agressores, na maioria das vezes, são os embriagados e drogados. “Ou é pelo marido embriagado ou então, é pelo filho drogado”, descreve. 

O Mapa da Violência confirma o perfil e acrescenta que no caso das vítimas que têm entre 20 e 50 anos de idade, o parceiro é o principal agente da violência física. Já nos casos em que as vítimas têm até nove anos de idade e a partir dos 60 anos, os pais e filhos são, respectivamente, os principais agressores.

> Confira reportagem completa na edição de quarta-feira, 18 de setembro, do Jornal Município Dia a Dia

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