Voluntárias do Grupo Vovó Ana organizam atividades para cerca de 160 idosos no Dom Joaquim

Atualmente, idosos de bairros e de localidades como Dom Joaquim, Cristalina, Rio Branco e Ribeirão do Mafra frequentam os encontros mensais

Voluntárias do Grupo Vovó Ana organizam atividades para cerca de 160 idosos no Dom Joaquim

Atualmente, idosos de bairros e de localidades como Dom Joaquim, Cristalina, Rio Branco e Ribeirão do Mafra frequentam os encontros mensais

Quando passa de mesa em mesa para cumprimentar os participantes e para perguntar sobre a saúde de cada um deles, Stelamar Maestri Felix, de 55 anos, geralmente ouve respostas parecidas: “tô bem, apenas com uma dorzinha na perna” ou “tirando a dor no braço, de resto tá tudo certo”.

As dores, conta Stela, somem quando o gaiteiro começa a entoar as primeiras músicas. De um a um, os participantes se levantam e iniciam as danças. No microfone, Stela brinca: “O gaiteiro é tipo o pastor Valmir, toca música e todo mundo se cura”, arrancando sorrisos dos dançarinos. A alegria de cada um deles é um dos motivos que levam Stela a coordenador o Vovó Ana, grupo de idosos da Paróquia Santa Catarina que já existe há 24 anos e é o mais antigo em atividade de Brusque.

Atualmente, cerca de 160 idosos de bairros e de localidades como Dom Joaquim, Cristalina, Rio Branco e Ribeirão do Mafra frequentam os encontros mensais. Segundo Stela, ao todo, 15 voluntárias atuam em prol dos idosos. “Nós somos as responsáveis por organizar os encontros, fazer os cafés, trazer o músico, além de preparar as festas em datas festivas e também organizar as viagens anuais que o grupo faz”, conta.

Voluntária desde a criação do Vovó Ana, ela conta que o nome do grupo é uma homenagem à Santa Ana, avó de Jesus Cristo, e também uma homenagem a uma das participantes do grupo que se chamava Ana e que, na época, era a pessoa mais velha entre os idosos.

“Eu fui convidada para ser voluntária, me interessei e aceitei. Eu tinha 29 anos na época. É tão bom poder ter esse contato com os idosos. É gratificante o jeito que eles nos tratam. Nós percebemos que eles precisam disso”, afirma Stela.

Também voluntária desde o primeiro ano de atividade do grupo, Isabel Morelli, de 57 anos, conta que também foi convidada a participar. Assim como Stela, Isabel também garante que é gratificante atuar com os idosos.

“O pessoal do Dom Joaquim deu a ideia de criar o grupo porque perceberam que os idosos do bairro não tinham nenhuma atividade para participar. E eles precisavam de alguma coisa. Então nós aceitamos e começamos a organizar os encontros”, diz. “É algo que dá prazer. Ter o grupo é uma forma de incentivar eles a continuarem saindo de casa e participando”, completa.

Além de contarem com o auxílio da prefeitura para o lanche básico dos encontros mensais, as voluntárias também recebem, há cerca de dois anos, R$ 10 mensais de cada idoso. O valor é usado para todas as atividades desempenhadas pelo grupo, inclusive para os alugueis dos ônibus e para as refeições durante as viagens.

“Nós organizávamos um almoço anual para toda a comunidade. E fazíamos comida para cerca de 1,2 mil pessoas. Usávamos esse dinheiro para o grupo, mas há dois anos paramos com isso porque dava muito trabalho, então começamos a arrecadar os R$ 10”, conta Isabel.

Viagens

Nas viagens realizadas anualmente, o grupo já visitou praticamente todas as cidades da região. Além disso, também já foi para municípios da Serra catarinense e também para Florianópolis, capital do estado. As visitas, segundo Stela e Isabel, são os momentos mais marcantes dos encontros do Vovó Ana, sobretudo pelas reações dos idosos quando frequentam, pela primeira vez, um lugar.

“Teve uma vez que fomos para a praia e as idosas que nunca haviam visto o mar ficaram encantadas e chegaram a chorar. Foi muito lindo”, conta Stela. “Quando foram conhecer o aeroporto, eles ficaram encantados também. Isso é muito legal, porque muitos deles não costumam sair para jantar ou fazer essas atividades, principalmente porque os filhos geralmente não têm tempo para levar eles. Então no grupo eles têm essa oportunidade”, completa Isabel.

Embora manter o Vovó Ana em atividade, e com qualidade, dê trabalho, as duas garantem que pretendem continuar no grupo por muitos anos.

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