Raul Sartori

Jornalista graduado em Ciências Sociais, atua na imprensa catarinense há cerca de 40 anos - raulsartori@omunicipio.com.br

Votação de pauta prioritária da Alesc é adiada por falta de quórum

Raul Sartori

Jornalista graduado em Ciências Sociais, atua na imprensa catarinense há cerca de 40 anos - raulsartori@omunicipio.com.br

Votação de pauta prioritária da Alesc é adiada por falta de quórum

Raul Sartori

Vassoura necessária
Os atuais deputados estaduais não entenderem bem, ainda, o recado recente que o eleitor catarinense deixou bem claro nas urnas, ou seja, que quer uma nova política e mudança de atitudes dos políticos. Exemplo: não houve quórum, anteontem, para que fosse definida a pauta prioritária de projetos para votação em plenário antes do recesso. Produtividade desta semana? Quase zero. Mas zero mesmo foi semana passada, devido ao feriado da Proclamação da República. As explicações de sempre não passam de lorota.

O “golpe”, ainda 1
Luís Felipe Miguel, o professor e cientista político florianopolitano da Universidade de Brasília e idealizador, em abril passado, do polêmico curso “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, insiste no tema. Esteve na UFSC, semana passada (com diárias e tudo o mais bancadas pelo contribuinte, lógico), palestrando no Ciclo de Debates do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. No primeiro questionamento da plateia, sobre as perspectivas da democracia pós-eleições, com a vitória de Jair Bolsonaro, respondeu de pronto: “A resposta mais sincera e curta é a de que não tenho ideia!”.

O “golpe”, ainda 2
No mesmo evento, e antes de abrir os espaços para perguntas e contribuições dos presentes, a coordenadora do Centro, Miriam Furtado Hartung, fechou a mesa lançando o que definiu como “reflexão sobre ações e mobilizações necessárias”. Afirmou e instou: “Estamos diante de uma realidade que tem tendência para um campo ideológico fascista, ou neofascista, e precisamos questionar como vamos reagir a tudo isso no sentido de resistência, de reexistir e se colocar novamente nessa cena”. Sem comentários.

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Distorção
Sabe-se agora, com a divulgação que foi dada, que um quarto dos 250 médicos cubanos que trabalhavam em SC prestaram seus serviços para as prefeituras de Mafra, Joinville, Navegantes, Içara e Caçador. Perguntar não ofende: será que estas cidades eram tão sem atrativos para médicos brasileiros e, por isso, como “interioranas e distantes”, tiveram que recorrer aos caribenhos?

Exceção
O Plenário da Assembleia Legislativa aprovou projeto de lei que proíbe homenagens, por parte do poder público estadual, a pessoas que tenham praticado atos de lesa-humanidade, tortura, exploração do trabalho escravo e violação dos direitos humanos. É obvio que, intencionalmente, foram excluídos casos de condenados por corrupção, em qualquer instância. Assim, o projeto poderia ser bem melhor. Como foi aprovado não passa de um arremedo.

Tragédia climática
SC relembra nesta semana os 10 anos de sua maior tragédia climática. Foram mais de 130 mortos, centenas de feridos e milhares de desalojados e desabrigados. Os efeitos foram muitos. Dezenas de áreas no Estado estão mapeadas quanto a riscos para os moradores. Em algumas, como Blumenau, contam até com sensores. Há ainda um sistema de radares com uso de mensagens de texto via telefonia móvel, permitindo a qualquer pessoa receber informação da tormenta que se aproxima e que se prepare para enfrenta-la.

Dinheirama
Na prestação de contas a deputados estaduais sobre o desempenho financeiro do governo, o secretário da Fazenda, Paulo Eli, confirmou que chega ao estupendo valor de R$ 6 bilhões o valor das renúncias fiscais (incentivos dados a empresas) neste ano, mas que deve cair futuramente, com a aprovação de um limite de 16% da receita pública. Está finalmente decidido que o governo não irá conceder mais nenhum tipo de benefício fiscal sem autorização legislativa. Ainda bem. Como se sabe, nem o Tribunal de Contas conseguiu acesso à lista completa de empresas beneficiadas. É uma caixa preta que a futura administração estadual terá que abrir. Há até quem duvide que consiga. A conferir.

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Especialista
Não será por falta de conhecimento de seu futuro chefe-maior que a Operação Veraneio 2019-2019, lançada esta semana, terá falhas. Pelo menos nas mais recentes, o então comandante do Corpo de Bombeiros Militar de SC, Carlos Moisés da Silva, participou ativamente de todas, sempre dando preciosas contribuições. Ninguém imaginava, muito menos ele, que se tornaria governador.

Refúgio
Para tentar fugir da mira dos policiais, a maioria dos cerca de 50 investigados na Operação All In – deflagrada ontem no Rio Grande do Sul, SC e Mato Grosso do Sul – se escondia em praias de Garopaba e Imbituba. São lugares sem grandes movimentações e voltados para o turismo, não despertando, aparentemente, a atenção da polícia. Ao contrário da Ilha de SC, ex-refúgio, cada vez mais visada.

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