Zoobotânico de Brusque negocia a vinda de três novos leões para o parque

Troca de animais entre o zoo e outra instituição do país deverá ser confirmada até o fim do ano

Zoobotânico de Brusque negocia a vinda de três novos leões para o parque

Troca de animais entre o zoo e outra instituição do país deverá ser confirmada até o fim do ano

O parque Zoobotânico de Brusque deverá receber, até o fim do ano, novos moradores. Segundo o biólogo Rodrigo de Souza, a instituição negocia para trazer três leões. Os animais viriam a partir da troca com outro zoológico do país.

Como as negociações estão em andamento desde o início deste ano, Souza prefere não entrar em detalhes sobre a instituição que trocará com o Zoobotânico e nem sobre o recinto que abrigará os animais. Ele afirma apenas que o local já está construído e que será reajustado de acordo com as regras do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Quantos aos cuidados relacionados aos leões, o biólogo diz que são semelhantes aos cuidados dispensados aos outros felinos que já vivem no parque, como o casal de onças. É necessário, por exemplo, dispor de itens para os animais afiarem as unhas. Em relação à alimentação, as onças comem entre 300 a 400 gramas de carne por dia e passam um dia da semana em jejum.

“Se os felinos estão soltos na natureza, eles ficam, por vezes, caçando alimento durante dois dias. E durante essas ações, eles perdem energia, que é reposta ao se alimentarem. Se o animal caçado é de médio porte, eles podem passar os próximos dois dias sem comer. Além disso, na natureza eles podem caminhar durante todo o dia por longos trajetos para gastar essa energia e em recinto fechado não há como, então temos de cuidar com a alimentação para os felinos não se tornarem obesos”.

O biólogo explica também que quando um novo indivíduo chega à instituição, ele precisa ficar em isolamento durante 40 dias. No local, o animal passa por exames clínicos e fica em observação. A equipe de veterinários e biólogos precisa verificar se o indivíduo não apresenta patologias e precisa também analisar se ele irá se adaptar ao zoo.

“É regra. Todas as instituições que mantêm animais precisam deixar os novos em isolamento. Se o animal vem de fora do Brasil, é chamado de quarentena esse período, e são raros e caros os locais no país que têm esse espaço de quarentena. Já para trocas dentro do Brasil, chamamos de isolamento, e essa área todas as instituições precisam ter”.
Métodos de ampliação

Há cinco formas para os zoológicos ampliarem o plantel de animais, segundo o biólogo. Por meio do nascimento do indivíduo no próprio local, por meio da doação de órgãos ambientais – como a Fundema, a Fatma e a Polícia Ambiental -, por meio da troca entre instituições, por meio do empréstimo (pertencer a outro zoo e ser emprestado por determinado período) ou por intervenção da Justiça (quando a instituição recebe um animal que não faz parte do plantel para ser medicado pela equipe).

“Todos os métodos são fiscalizados pelo Ibama e pela Fatma. Quando a mantenedora dos animais não tem no local indivíduo da mesma espécie a que está negociando, o Ibama precisa aprovar o plano de manejo dessa espécie. Agora se a instituição quer um outro indivíduo da mesma espécie, o Ibama precisa autorizar o transporte do animal”, diz.

Segundo Souza, para realizar as negociações, as instituições geralmente se baseiam em uma tabela de preços internacional. Através do documento, os zoos negociam as trocas e as vendas dos indivíduos. No entanto, o biólogo ressalta que a oferta e a procura também influenciam nos acordos.

Ainda de acordo com Souza, o Zoobotânico está apto a receber animais. Porém, como está em processo de renovação da licença de manejo junto ao Ibama, a instituição prefere não ampliar o plantel no próximo um mês e meio – período que a equipe do zoo deverá enviar a documentação ao Ibama. Após avaliação e aprovação do órgão ambiental, os documentos serão enviados à Fatma que, agora, é quem fiscaliza as instituições do estado que mantêm animais em cativeiro.
Última ampliação

Aves apreendidas pela Fundema há quatro meses foram os últimos animais que a instituição brusquense recebeu. A última troca, por outro lado, ocorreu há quatro anos. O Zoobotânico recebeu iguanas, micos-leõezinhos e porcos queixadas do zoo de São Carlos, em São Paulo. Em contrapartida, deu aoudads e nilgai (animais parentes do cavalo) à instituição paulista.
Tigre e hipopótamo

Além dos leões, de acordo com Souza, o Zoobotânico também pretende trazer a Brusque hipopótamos e tigres. Enquanto não há projetos para a aquisição ou troca dos hipopótamos, já há projeto em andamento no Departamento Geral de Infraestrutura (DGI) para a vinda dos tigres. O projeto, segundo o biólogo, deverá ficar pronto em um mês. A ideia é apresentá-lo a empresários da região para que eles auxiliem financeiramente na construção dos recintos.

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