30% dos hidrantes de Brusque estão danificados

Falta de água, registros estragados e válvulas de incêndio encobertos por cimento estão entre os problemas encontrados

30% dos hidrantes de Brusque estão danificados

Falta de água, registros estragados e válvulas de incêndio encobertos por cimento estão entre os problemas encontrados

O Corpo de Bombeiros de Brusque fez vistorias nos 32 hidrantes do município no fim do ano passado, entre os meses de outubro e dezembro. Dez deles estavam danificados. Entre os problemas encontrados estão a falta de pressão, registros estragados e alguns que foram encobertos pelo cimento das calçadas. O relatório foi enviado na semana passada ao Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), que vai analisar cada caso.

“Observamos que os hidrantes instalados não passam por manutenção faz muito tempo. Vamos tomar todas as providências a partir da próxima semana, para deixá-los em condições de uso e o devido planejamento para manutenções preventivas, bem como estudo para a instalação de novos equipamentos, conforme a orientação do Corpo de Bombeiros”, explica Roberto Bolognini, presidente do Samae.

Segundo o tenente Hugo Manfrin Dalossi, comandante da 3ª Companhia de Bombeiros Militar de Brusque, a vistoria das caixas de incêndio – onde fica a mangueira – não são frequentes. Ele afirma ainda que a quantidade de hidrantes em Brusque é inferior ao que a cidade necessita.

“Se formos olhar para o padrão nos Estados Unidos, por exemplo, que é considerado muito bom, deveria haver um em cada esquina. Mas isso não é um problema só da cidade e sim em todo o país”, diz o tenente. “Como existem poucos hidrantes temos que usar caminhões que carregam água para combater o fogo, isso ajuda bastante, mas sem dúvida, o ideal seria aumentar a quantidade dessas válvulas de incêndio nas cidades”.

Ele destaca que o Corpo de Bombeiros possui uma carreta tanque, com capacidade para 25 mil litros de água, e um caminhão auto tanque, que carrega até 10 mil litros de água. Em casos de incêndios, esses veículos são usados para combater as chamas e, se for necessário, a água é retirada desses hidrantes espalhados pela cidade. Empresas de grande porte, por exemplo, precisam ter uma caixa de incêndio, ou seja, elas precisam possuir um hidrante próprio, com um reservatório de água que será usado caso haja algum acidente envolvendo fogo no local.

Os hidrantes estão em apenas dez bairros da cidade, deles, 13 estão no Centro, cinco no São Luiz, três no bairro Primeiro de Maio e Azambuja, dois no Águas Claras e Limeira, e um no Jardim Maluche, Santa Rita, Zantão e São Pedro.
Doze hidrantes foram considerados muito bons, com destaque para os localizados na rua do Centenário, no Centro; rua Alberto Muller, no bairro Limeira; e rua Sete de Setembro, no Santa Rita, que tem ótima pressão. São 19 válvulas de incêndio na calçadas e 13 em colunas. Não existe legislação que obrigue o serviço de água e esgoto a arrumar esses equipamentos, porém eles podem ser fundamentais em casos de incêndios.

 

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