Amigos são voluntários nas festas do Santuário de Azambuja há décadas

Hélio Francisco de Modesti e Aida Terezinha Zabotti sentem-se felizes em colaborar com a causa do próximo

Amigos são voluntários nas festas do Santuário de Azambuja há décadas

Hélio Francisco de Modesti e Aida Terezinha Zabotti sentem-se felizes em colaborar com a causa do próximo

Se comprometer com a causa do próximo são valores intrínsecos para Hélio Francisco de Modesti, de 70 anos, e Aida Terezinha Zabotti, de 52. Os dois são voluntários nas festas do Santuário de Azambuja há 45 e a 17 anos, respectivamente. O que os move? A fé em Deus e a satisfação em servir a igreja e os semelhantes.

A rotina de Modesti e de Aida é diferenciada nas vésperas da festas de Nossa Senhora do Caravaggio (realizada em maio), dos Seminaristas (realizada em julho) e de Nossa Senhora de Azambuja (realizada em agosto). É preciso acordar mais cedo, comer rapidamente e ficar menos tempo em casa. Para eles, porém, executar as tarefas é algo que não pesa e não cansa – todas as atividades são feitas com amor e dedicação.

Modesti, que é brusquense e morador do bairro Azambuja, realiza o trabalho que o sogro Onildo Bodenmuller, de 88 anos, desempenhou por muito tempo. Hoje, Onildo está doente e por isso não ajuda mais nas festas. É de responsabilidade do genro montar as barracas, entregar convites, montar os caixas com os trocos, colocar a placa dos preços, fazer o fechamento do caixa, dar suporte para outros festeiros que vendem os blocos dos pratos e bebidas e ainda fazer a ata dos eventos.

Quando começou a ser voluntário, Modesti recém havia começado a namorar a filha de seu Bondemuller. Na época, festa de Nossa Senhora de Azambuja, ele vendia pão avulso. “Não sei se é alguém que nos chama ou é um dom. Acho que todas as pessoas têm o dom de fazer alguma coisa”, diz o brusquense.

O envolvimento do voluntário com a igreja sempre foi intenso. Ele sempre foi um fiel participativo. No entanto, após ser demitido inesperadamente de um trabalho que estava há 27 anos, alguns conceitos foram revistos. Ele conta que um dia de manhã, ainda um pouco abalado, passou no santuário para rezar e foi convidado para fazer a leitura e os comentários da liturgia. Esse momento lhe despertou ainda mais para que se entregasse fervorosamente às atividades cristãs.

“Tenho um carinho especial por tudo o que faço. No fim de cada festa saio com o dever cumprido. É uma sensação de alegria, de prazer e de que as coisas realmente aconteceram”, diz. Modesti também afirma que se o mundo fosse mais voltado para fazer o bem, a humanidade viveria melhor. “É um tantinho da unha , mas se cada um fizesse um pouquinho como o nosso planeta seria diferente”.

A fé move

Como é de uma família muito religiosa – possui três tias freiras e um irmão presidente da igreja -, a paranaense de Palotina (PR) e moradora do Centro de Brusque há 23 anos, Aida, sentia necessidade de “se encontrar” no município. Foi aí que Modesti apareceu no caminho da fiel.

Aida participava das missas e do terço no Santuário de Azambuja e, a convite do amigo, aceitou ser voluntária das festas. Ela é caixa das barraquinhas e vende fichas e cartões. Além disso, integra a liturgia da igreja e é coordenadora arquidiocesana do dízimo. “Eu gosto de ajudar a igreja e o próximo. É uma forma de retribuir tudo o que Deus me deu e tem me dado”, diz.

Nos 17 anos de voluntariado, Aida ficou afastada das atividades apenas durante um deles. Em 2014, ela foi diagnosticada com um câncer no seio e precisou fazer cirurgia e quimioterapia. A fiel também já fez cinco transplantes de córnea e enxerga apenas com um dos olhos. “Percebo que as pessoas não querem assumir compromissos, ainda mais quando se trata da igreja e do seu irmão”, diz. “Mesmo com as adversidades na minha vida nunca deixei Deus de lado. É a minha fé que me move e a cada momento que me doou aos outros tenho a oportunidade de agradecê-lo pelo dom da vida”, completa a voluntária.

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