Após recusa da prefeitura, Assac continua sem sede
Presidente diz que não há nenhuma solução à vista para encontrar um local que abrigue a entidade
Presidente diz que não há nenhuma solução à vista para encontrar um local que abrigue a entidade
A presidente da Associação Artístico Cultural de Brusque (Assac), Eneida Schaefer, informou ao Município Dia a Dia que nenhuma solução foi encontrada para conseguir um espaço para abrigar a entidade, após a recusa da Prefeitura de Brusque em ceder uma sala na creche do antigo Senac, no bairro Jardim Maluche.
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Eneida ainda não havia se manifestado publicamente sobre o assunto, que gerou polêmica no parlamento municipal, depois que o presidente da Câmara, Roberto Prudêncio Neto, se queixou da prefeitura, por não ter permitido que a Assac se instalasse na sala que havia sido reservada por ele à entidade, quando estava interinamente à frente do governo.
Ela explica que a Assac, em 44 anos de atividade, sempre contou com a ajuda da prefeitura, e sempre se instalou em prédios da administração municipal, mas que agora isso não está sendo vislumbrado.
Em fevereiro de 1997, a entidade mudou-se para o prédio do Senac, e lá permaneceu por quase 17 anos. Eneida ressalta que, quando a Assac teve que sair do local para que ele fosse reformado, o ex-prefeito Paulo Eccel prometeu-lhe que haveria uma sala reservada, após a reforma.
Planta previa espaço para associação
Eneida lembra que até a planta da reforma previa este espaço para a Assac, com uma porta externa, sem ligação com a creche. À época, o patrimônio da entidade foi espalhado por diversas residências, com a expectativa de que pudesse voltar para lá.
Em 2014, ainda na gestão Paulo Eccel, a prefeitura disse que iria precisar da sala que foi destinada para a Assac, para uso da creche, “mas que iria conseguir outro espaço alternativo”, segundo Eneida Schaeffer. No entanto, nenhum lugar foi conseguido, apesar das tentativas.
Em 2015, quando houve a mudança de prefeito, Eneida foi conversar com o então prefeito interino, Roberto Prudêncio Neto, e ele se pronunciou no sentido de que ia permitir que a entidade ocupasse a sala.
“Eu tinha certeza que a Assac iria ter seu espaço ali, e na inauguração da creche fui conhecer a sala, conforme tinha prometido o ex-prefeito Roberto Prudêncio, mas me deparei com a sala já pronta para o uso das crianças, inclusive com uma divisória de madeira, e móveis infantis”, afirma.
Continuidade dos trabalhos
Ela diz que a Assac necessita de um lugar para poder dar continuidade aos seus trabalhos e também para que possa continuar suas apresentações artísticas, mas que não há nenhum bom prognóstico relativo a isso.
“Nossa meta é manter viva a Assac, continuaremos lutando por isto em respeito ao seu fundador e para que possa beneficiar as futuras gerações, pois os cargos políticos passam, mas a entidade permanece para sempre”, afirma Eneida.