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Brusque tem 104 focos do mosquito Aedes Aegypti e é considerado um município infestado

Dos 11 casos com suspeita de dengue no município, um já foi descartado; São João Batista está entre as cidades com casos confirmados

Brusque é o sétimo município no estado com mais focos do mosquito Aedes Aegypti, responsável pela transmissão da dengue, febre de chikungunya e zika vírus. De acordo com uma lista divulgada pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive-SC), existem 104 focos do mosquito no município, sendo que 101 focos estão em imóveis.

O relatório, que foi divulgado pelo órgão e atualizado em 18 de janeiro deste ano, explica que entre 29 de dezembro de 2019 a 18 de janeiro de 2020 foram identificados 2052 focos do mosquito Aedes Aegypti em 111 cidades de Santa Catarina. O documento afirma que comparado ao mesmo período de 2019, foram identificados 1403 focos em 96 municípios. O aumento de focos identificados foi de 46,3%.

Segundo a coordenadora do Programa de Endemias da Vigilância Epidemiológica de Brusque, Leticia Figueredo, foram contabilizados 11 casos suspeitos de dengue em 2020 no município. Destes, um foi descartado e os demais aguardam resultado. Não há casos suspeitos de febre de chikungunya e zika vírus até o momento. Ao todo, 17 bairros do município possuem focos positivos do mosquito.

“Em relação a situação entomológica, 97 municípios são considerados infestados, o que representa um incremento de 27,6% em relação ao mesmo período de 2019, que registrou 76 municípios nessa condição”. Brusque está entre os municípios considerados infestados.

Sobre a situação entomológica de Brusque, ela pontua que o município foi declarado como infestado em 2017 e que “atuou de forma ativa em relação ao combate ao Aedes Aegypti”. “Os bairros considerados infestados são Santa Terezinha e Nova Brasília, porém as ações de controle ao Aedes Aegypti são realizadas em todo o município”, destaca.

Mutirões de limpeza

A Prefeitura de Brusque realizou mutirão de limpeza no sábado, 25, e informa que também o fará no próximo, dia 1º de fevereiro. A ação ocorrerá nos cemitérios do município.

Outra ação programada é uma blitz contra o Aedes Aegypti, que deve ocorrer em fevereiro. Também será feito um trabalho em com a Secretaria de Obras para recolhimento de entulhos nos bairros mais afetados. Além disso, a Vigilância Epidemiológica continuará com os trabalhos feitos diariamente pela equipe do programa de endemias.

“Vale ressaltar que os cuidados com as doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti devem se estender por todos os períodos do ano, e não apenas no verão”, pontua.

Casos confirmados no estado

Segundo a Dive, neste período foram notificados 127 casos de dengue em Santa Catarina. Desses, 11 (9%) foram confirmados, 38 (30%) foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue e 78 (61%) estão sob investigação pelos municípios.

Todos os casos confirmados foram importados. As pessoas identificadas com a doença residem em São João Batista, Balneário Piçarras, Florianópolis, Guaramirim, Jaraguá do Sul, Pomerode e Saudades. Os possíveis locais de infecção são os estados de São Paulo, Bahia, Paraná e Mato Grosso.

No mesmo período de 2019 foram notificados 164 casos. A redução de um ano para outro é de 29%.

Chikungunya e zika vírus

Foram notificados 15 casos de febre de chikungunya em Santa Catarina neste período. Seis deles (40%) foram descartados e nove (60%) permanecem como suspeitos. No ano passado foram 33 casos da doença. A redução é de 55% dos casos. Em 2020, até o momento, não foram confirmados casos no estado; no mesmo período, em 2019, havia
sido confirmado um caso.

A Dive identificou três casos de zika vírus no estado entre 29 de dezembro de 2019 a 18 de janeiro de 2020. No mesmo período de 2019 foram notificados cinco casos, o que representação uma diminuição de 40% na notificação de casos em 2020.

Orientações para evitar a proliferação do mosquito

· Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;
· Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
· Mantenha lixeiras tampadas;
· Deixe os depósitos para guardar água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
· Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
· Trate a água da piscina com cloro e limpe uma vez por semana;
· Mantenha ralos fechados e desentupidos;
· Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
· Retire a água acumulada em lajes;
· Dê descarga, no mínimo, uma vez por semana em banheiros pouco usados;
· Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
· Evite acumular entulho, pois podem se tornar locais de foco do mosquito da dengue.
· Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes Aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
· Caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para atendimento.