Brusque tem 23 casos suspeitos de dengue, chikungunya e zika vírus

Vigilância Epidemiológica acompanha pacientes e aguarda exames para confirmação

  • Por Redação
  • 14:41
  • Atualizado às 16:20

Brusque tem 23 casos suspeitos de dengue, chikungunya e zika vírus

Vigilância Epidemiológica acompanha pacientes e aguarda exames para confirmação

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A Vigilância Epidemiológica de Brusque monitora, atualmente, 23 pessoas com suspeita de terem contraído dengue, chikungunya e zika vírus. Os casos foram enviados ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Florianópolis, e aguardam confirmação nas próximas semanas. A situação de saúde no município tem se agravado, porém, o órgão afirma que não existe motivo para pânico.

De acordo com a Vigilância, há dez casos suspeitos de zika vírus; outros dez de febre chikungunya e três de dengue. A coordenadora do programa de Controle da Dengue, Fernanda Lippert, diz que algumas pessoas passaram por testes para mais de uma doença (dengue e chikungunya), por isso não significa que há 23 pacientes em investigação, mas sim 23 casos suspeitos.

A Vigilância Epidemiológica não distingue sexo entre os casos suspeitos, uma vez que clinicamente não existe diferença na ação do vírus entre homens e mulheres. No entanto, há uma preocupação maior com idosos e crianças, pois naturalmente eles têm sistema imunológico mais frágil.

“Todos os casos suspeitos estão sendo investigados, e a equipe da Vigilância Epidemiológica está fazendo trabalho de orientação e precaução com os pacientes. Agora, estamos aguardando o resultado do Lacen”, afirma Fernanda. Devido à alta demanda, o tempo para o resultado dos exames tem sido rápido para dengue, porém, para chikungunya e zika vírus tem levado mais tempo.

A investigação realizada pela vigilância leva em conta fatores como se a pessoa viajou e se mora perto de um foco do Aedes aegypti, por exemplo. Estas perguntas são fundamentais para que o órgão de saúde possa determinar se é um caso importado, ou seja, contraído fora do município, ou se é nativo. Por enquanto, todos os casos confirmados em Brusque são importados. Há, atualmente, seis pacientes sendo tratados por terem dengue.

Segundo Fernanda, os números são altos, mas não anormais nem assustadores. “Está dentro do número esperado, até porque é o início do ano. O calor prevalece e as pessoas viajaram nas férias e estão retornando. É um número normal, já observamos isto no ano passado. Mas neste ano aumentou em relação ao zika vírus”, afirma.
Para a coordenadora, o fato de ter mais casos suspeitos também está ligado à sintonia fina entre as unidades básicas de saúde e a Vigilância Sanitária. Como o assunto está em evidência, os médicos estão mais atentos aos sintomas das três doenças. Com um ou dois sintomas os pacientes já são encaminhados para investigação pelo órgão sanitário. “Esta comunicação entre as unidades de saúde, o hospital e nós é fundamental”, diz Fernanda.

Município infestado

A proliferação do Aedes aegypti – transmissor da dengue, chukungunya e zika vírus – preocupa a vigilância. Inclusive, oficialmente, Brusque passou de um município com potencial de infestação para “município infestado”. Isto porque o bairro Nova Brasília registra focos do mosquito há um ano sem interrupção. Automaticamente, a cidade passou a ser uma área infestada, ou seja, um ponto de atenção para a Vigilância Sanitária estadual.

Além disso, Fernanda diz que a proximidade com Itajaí também é preocupante. O município vizinho é um dos maiores focos do Aedes aegypti no estado e no ano passado já causou muita preocupação em Brusque. Apesar destes dados, a coordenadora do programa de Controle da Dengue afirma que não existe motivo para pânico.

“Apesar de estarmos infestados, não temos o vírus em circulação. Ou seja, não teve um paciente ainda que não viajou e adquiriu o vírus no município. É diferente de um paciente que foi para outro estado”, diz.

O programa de Controle à Dengue realiza uma série de ações com o objetivo de intensificar o combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. As agentes de saúde serão capacitadas para trabalhar na prevenção, e no mês que vem cerca de 100 atiradores do Tiro de Guerra também passarão por curso para ajudar nas campanhas e fiscalização. Tudo isto é eficaz, porém, Fernanda ressalta que o principal é a colaboração da população, que deve vistoriar os imóveis uma vez por semana em busca de água parada, só assim o município poderá deixar de ser um ponto de infestação.

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