Brusque tem cinco postos de combustíveis de bandeira branca

Principal diferença é que eles podem comprar combustível de qualquer distribuidora

Brusque tem cinco postos de combustíveis de bandeira branca

Principal diferença é que eles podem comprar combustível de qualquer distribuidora

Dos postos de combustíveis autorizados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) a operar em Brusque, cinco são classificados como bandeira branca. Nesses estabelecimentos – também chamados de sem bandeira – não há vínculo que defina exclusividade com o distribuidor, ou seja, o posto poderá comprar combustíveis de qualquer distribuidora, baseando a escolha em preço ou qualidade, por exemplo.

Com tantas opções no mercado, o consumidor, geralmente, acaba dando preferência para os postos bandeirados, principalmente devido à percepção de qualidade do combustível, já que os postos de bandeira branca tem fama de comercializar gasolina de qualidade inferior.

No entanto, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Derivados de Petróleo do Litoral Catarinense, Giovani Testoni, afirma que não deve haver diferença entre o combustível comercializado por postos bandeirados e de bandeira branca. “Ambos prestam os mesmos serviços ao consumidor. O que diferencia é que o posto bandeirado tem uma estrutura maior, que preza muito pela imagem do estabelecimento e que fiscaliza os próprios postos da rede em relação à qualidade”, diz.

De acordo com ele, no posto bandeirado, o consumidor sabe que o combustível vem de uma grande distribuidora. “O consumidor sabe que a qualidade do combustível é chancelado pela Shell, Ipiranga, Petrobras. Já o de bandeira branca pode comprar ora de pequenas distribuidoras, ora de grandes, conforme o seu planejamento”.

Como os postos de bandeira branca não exibem de forma ostensiva a marca do combustível como os bandeirados, eles são obrigados pela ANP a exibir nas bombas o nome ou marca do fornecedor do combustível. “O consumidor tem que ficar atento se nesses postos existe o adesivo na bomba, explicando a origem do combustível”.

Testoni lembra que todas as companhias distribuidoras devem comercializar combustível dentro dos padrões de qualidade da ANP, por isso, em tese, a qualidade dos dois tipos de estabelecimentos deveria ser a mesma. “A ANP pode vir a qualquer momento e verificar a qualidade do combustível comercializado tanto nos bandeirados como nos sem bandeira. É importante que os proprietários quando recebem o combustível, sempre guardem uma amostra desse produto, caso tenha algum problema, possam provar que o defeito é da distribuidora e não do posto”.

De bandeirado para bandeira branca

O posto Ipê, no bairro Santa Terezinha, é um dos estabelecimentos que operam com bandeira branca em Brusque. Até junho do ano passado o posto operava com a bandeira Shell, no entanto, teve alguns problemas com a distribuidora e o proprietário decidiu romper o contrato. Como a legislação não permite a troca de bandeira imediata, desde então, o estabelecimento é sem bandeira.

A gerente do posto, Viviane de Souza, afirma que o posto não sentiu redução no número de clientes por conta da mudança. “Explicamos para os nossos clientes a situação e continuamos com o mesmo movimento. Como temos mais dois postos da rede em Brusque, temos credibilidade”, diz.

Viviane diz que, por enquanto, o estabelecimento não pensa em voltar a ser bandeirado. “Em um posto bandeirado tem os royalties, por isso o combustível é um pouco mais caro, por enquanto vamos continuar desta forma. O nosso combustível é de qualidade, o fornecedor é o mesmo desde o ano passado”.

Mais liberdade

Gerente do posto GS, no bairro Santa Rita, Pedro Antônio Nunes diz que o estabelecimento optou por trabalhar como bandeira branca devido à liberdade de compra do combustível. “A principal vantagem é que podemos pegar o combustível de qualquer distribuidora. Compramos de quem quiser e podemos fazer promoção a qualquer momento. O mesmo caminhão dos bandeirados vem aqui. A qualidade é a mesma”, diz.

Apesar disso, ele afirma que os postos sem bandeira sofrem bastante preconceito no município. “Se o nosso preço está igual ao de um bandeirado, o consumidor prefere o bandeirado”.

Ele afirma que o posto costuma pegar sempre de uma mesma distribuidora e que o estabelecimento tem muitos clientes fixos. “Hoje, com a crise, os clientes estão procurando mais preço”.

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