Brusquenses percorrem 2,6 mil km de biz até o Uruguai

Leoberto de Souza Júnior e Pablo Steingreber viajaram durante cinco dias

Brusquenses percorrem 2,6 mil km de biz até o Uruguai

Leoberto de Souza Júnior e Pablo Steingreber viajaram durante cinco dias

Dois amigos de Brusque realizaram uma aventura sobre duas rodas no fim do ano passado. O motoboy Leoberto de Souza Júnior, 36 anos, morador do Santa Rita, e o representante comercial Pablo Steingreber, 33, do Primeiro de Maio, percorreram, cada um com uma pequena Biz de 100 cilindradas 2,6 mil quilômetros (ida e volta) em apenas cinco dias, de Brusque a Punta del Este, no Uruguai.

Os pilotos contaram com o apoio do amigo Fabrício Coelho, 43, empresário do Jardim Maluche, que com um Saveiro acompanhou-os para auxiliar caso acontecesse algum problema no caminho. Ambos integram o grupo Possuídos Moto.

O feriado do dia 15 de novembro (Proclamação da República) foi a data escolhida para a aventura, que teve sabor especial para Souza: ele comprou dias antes da viagem aquela que havia sido a sua primeira Biz. Adquirida em 2001, quando começou a trabalhar como motoboy, a motocicleta foi vendida e 15 anos depois comprada novamente. “Essa Biz com a qual eu fui viajar, foi minha primeira moto. Tive a sorte de conseguir comprá-la de volta e pra comemorar o reencontro tive a ideia de refazer essa viagem ao Uruguai”, conta.

Souza e Steingreber já haviam feito esse mesmo percurso em 2010 com uma moto maior, porém, resolveram repetir o feito em 2016 com a Biz. No primeiro dia de aventura foram percorridos 900 km em 16 horas. Eles saíram de Brusque na sexta-feira que antecedia o feriado, almoçaram em Porto Alegre e dormiram na Praia do Cassino (RS).

No segundo dia, quando percorreram mais 400 km, acordaram cedo e seguiram em direção à fronteira do Brasil com o Uruguai, no Chuí. Lá, devido ao feriado, enfrentaram quase três horas de fila na alfândega, o que acabou atrasando o itinerário planejado. No entanto, isso não foi empecilho para os aventureiros, que já em terras uruguaias seguiram pela Ruta 9 (rodovia) até o acesso da Laguna Garzon, onde mudaram a rota em direção à Ruta 10, que beira o Oceano e que os levou até a recém-inaugurada ponte sobre a Laguna Garzon. Após isso, no fim do dia, eles chegaram finalmente ao seu destino: Punta Del Este. Por lá, visitaram famosos pontos turísticos, com o monumento La Mano, a Puente de La Barra, Conrad Cassino, Iate Clube, Playa Mansa, Playa Brava e Casa Pueblo.

Souza e Steingreber contaram com o apoio do amigo Fabrício Coelho na viagem / Foto: Arquivo Pessoal
Souza e Steingreber contaram com o apoio do amigo Fabrício Coelho na viagem / Foto: Arquivo Pessoal

Hora de voltar

Após conheceram tantos locais, precisavam se preparar para voltar, já que segundo Souza, em uma viagem de moto, a graça está em justamente na pilotagem. “Dentro desse contexto, o roteiro previa quatro dias de pilotagem e somente um de descanso. Sendo assim, iniciamos a volta para casa”.

O retorno dos amigos ao Brasil foi pelo Chuí, com pernoite na cidade de Rio Grande (RS). No primeiro dia fizeram aproximadamente 550 km e dali em diante percorreram um caminho diferente do realizado na ida. Eles atravessaram a balsa de Rio Grande e retornaram pela BR-101 gaúcha, conhecida como Estrada do Inferno, que fica entre a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico.

O quinto e último dia da aventura foi de pilotagem tranquila, com chuva somente no pedágio da Praia do Sonho, em Palhoça (SC). Depois de cerca de 26 paradas para abastecer e velocidade média de 90 km/hora durante os 2,6 mil km, eles chegaram em Brusque por volta das 23h da terça-feira, 15 de novembro.

Experiências

Para Souza, essa aventura mostrou que independente da moto que a pessoa tem, é possível realizar uma viagem, sendo necessário apenas fazer um planejamento correto e respeitar os limites do piloto e da moto. Ele também reforça que em todos os locais em que paravam, eram recepcionados de um modo simpático, atitude que quando se está em motos de maior porte, nem sempre acontece.

“Esperamos que essa pequena e modesta aventura possa servir de incentivo pra quem tem esse desejo de buscar o desconhecido, sair da zona de conforto, curtir emoções e vivenciar experiências que uma viagem de moto pode proporcionar”.

Steingreber destaca também que a moto é uma paixão e que independente do que se “tem na mão” é possível viajar e conhecer diversos lugares. “Foi uma experiência única e muito interessante, em que conhecemos vários locais bonitos e vivemos momentos especiais”.

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