Campeonato Amador estreia com recorde de equipes inscritas

Competição inicia este fim de semana com maior número de participantes dos últimos anos

Campeonato Amador estreia com recorde de equipes inscritas

Competição inicia este fim de semana com maior número de participantes dos últimos anos

A edição deste ano do Campeonato Municipal de Futebol Amador de Campo inicia no fim de semana repleta de ingredientes que criam uma boa expectativa. O número de equipes participantes é o maior dos últimos 20 anos. Além disso, clubes tradicionais como o América voltam a disputar o troféu e os dirigentes ‘mexem os pauzinhos’ nos bastidores para reforçarem seus plantéis.

Estreia de luxo
O primeiro jogo oficial desta edição do amador será no sábado, às 15h30, entre Cedrense e o Cia do Esporte/Kopaza,. A partida será válida pelo grupo A. As atenções, no entanto, estão voltadas para outro duelo em especial que será realizado no domingo. Paysandu e Carlos Renaux reviverão o grande clássico municipal às 15h30, no Augusto Bauer. As duas equipes estão no grupo B.
Vovô e Alviverde, que em outros tempos foram os principais clubes do coração do brusquense e motivos de rivalidade intensa, fazem o duelo logo após a cerimônia de abertura programada para o dia. Na ocasião, haverá a presença de autoridades. A atleta Amandinha, eleita a melhor jogadora de futsal do mundo e que defende o Barateiro, de Brusque, será homenageada no Gigantinho.

Participação histórica

O diretor de esportes de participação da Fundação Municipal de Esportes, Eduardo Gohr, ressalta a expectativa para a edição deste ano. Ele comenta que há 20 anos está envolvido direta ou indiretamente com o amador de campo brusquense e não há registro de um número maior de equipes participantes em um passado recente. “Há cerca de duas décadas, houve a fusão de duas ligas desportivas, e tivemos um campeonato com 26 clubes. De lá para cá, esse é o maior número, com certeza”, diz Gohr.
Acompanhando os bastidores do amador, ele se diz otimista com a competição. “Vejo os dirigentes se mexendo para fazerem um bom campeonato. São pessoas sérias, compromissadas, que querem ver o futebol evoluindo dentro do município”. Este será o quinto ano consecutivo em que a prefeitura de Brusque comanda a organização do amador de campo. Antigamente, a competição era organizada pela Liga Brusquense de Futebol.

Equipes se preparam

Nos bastidores, as equipes brusquenses se preparam forte para o certame. No Poço Fundo, atual campeão, o discurso é de missão mais complicada que na edição do ano passado. Segundo Fabio Heck, técnico, o investimento de todas as equipes para lutar pelo título dificulta ainda mais a definição de favoritos. “Vai ser muito mais difícil do que no ano passado. Têm equipes pagando jogadores, coisa que o Poço Fundo não faz. Mas confiamos no nosso elenco e nos jogadores que ficaram com a gente”, diz. A estreia dos campeões será no domingo, 10h, contra o Sete de Setembro.

A edição contará também com o retorno do tradicional América, clube do bairro Steffen. Sob a batuta do dirigente Antônio de Azevedo, o Tonho Macaco, a equipe foi reerguida após um ano sem participar. Desde o retorno do amador, em 2011, o América ficou com o título no ano de estreia e dois vice-campeonatos consecutivos. “No ano passado, os diretores de futebol do clube ficaram desgastados e preferiram não participar. Esse ano eu e o técnico Emerson Kammers decidimos retornar”, comenta.

Tonho explica que o fato de o time não participar no ano passado foi prejudicial na montagem da equipe, já que alguns atletas saíram para defender outros times. Com isso, foram realizadas seletivas e contratações pontuais para a edição. Mesmo com a equipe nova, o dirigente acredita na tradição da equipe. “A camisa pesa. Em 2011, estávamos nessa condição também, de equipe em formação, e levamos o título. Esperamos que esse seja um grande campeonato, com respeito entre as equipes dentro e fora de campo”, diz.

O regulamento
A competição foi dividida em duas chaves de nove times na primeira fase. As equipes disputam entre si dentro das chaves em nove rodadas. Ao término da fase de grupos, as quatro primeiras de ambas as chaves duelam nas quartas de final em dois jogos, ida e volta. As equipes que ficaram entre a quinta e a oitava posição disputam as quartas de final da ‘segunda divisão’. Após as quartas, as semifinais também serão realizadas em duas partidas. A final, no entanto, é decidida em jogo único. A segunda divisão também terá semifinais e final, com premiação própria.
Uma das principais mudanças no regulamento está no critério de desempate entre as equipes que somaram o mesmo número de pontos. Agora, o sistema é idêntico ao do Brasileirão, sendo vitória o primeiro critério, saldo de gols o segundo e gols feitos o terceiro.

Arbitragem forasteira

Segundo Gohr, este ano houve alteração no quadro de árbitros do amador. A pedido dos próprios representantes das equipes, não serão mais utilizados juízes brusquenses, e sim de municípios vizinhos.

Dinheiro em jogo
Gohr está certo quando afirma que os dirigentes estão se mexendo nos bastidores. Djonathan Heck e Jefinho, ambos atletas que jogaram pelo Poço Fundo no ano passado, foram contratados pela recém-formada equipe Cia do Esporte/Kopaza. O grupo, que foi campeão do municipal de suíço este ano com o nome de Cia do Esporte/Precon, investiu pesado nas contratações, segundo Fábio Heck, ex-treinador dos atletas.

Ele comenta que Djonathan, meia-atacante, acertou a ida para o Cia do Esporte por R$ 5 mil, mais R$ 150 por jogo. Jefinho será o lateral-esquerdo da equipe com passe comprado por R$ 1,5 mil, mais R$ 75 por jogo.
O treinador e responsável pelo Cia do Esporte/Kopaza, Juliano Batista, não confirmou os valores da contratação, mas confirmou que atletas de destaque receberão, segundo ele ‘ajuda de custo’. “Os que não puderem receber valores em dinheiro, a gente auxilia de outra forma, seja com chuteiras ou outro material”, explica.

Ele comenta que Djonathan foi para a equipe devido a amizade criada durante o municipal de futebol suíço, quando o camisa 10 já defendeu a equipe que acabou campeã. “O valor é baixo, simbólico até. O Djonathan queria mudar de ares”, explica. O detalhe é que parte da família do meia, que também tem sobrenome Heck, integra a equipe do Poço Fundo, inclusive o pai.

O ‘assédio’ pelo jogador não é exclusividade da Cia do Esporte. No ano passado, segundo Fábio Heck, o atleta foi procurado por olheiros do Paraná Clube. O presidente do Carlos Renaux, Renato Petruschky, confirmou interesse na contratação de Djonathan para defender o time na terceira divisão do catarinense.

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