Candidatos se revoltam após perderem horário de processo seletivo

Mais de 80 pessoas ficaram do lado de fora dos portões dos blocos A e D da Unifebe

Candidatos se revoltam após perderem horário de processo seletivo

Mais de 80 pessoas ficaram do lado de fora dos portões dos blocos A e D da Unifebe

O processo seletivo da Prefeitura de Brusque para a área da educação gerou confusão na tarde deste domingo, 3, em frente ao portão do bloco D, um dos locais onde ocorriam as provas. O motivo foi por conta de um contratempo em virtude do horário do fechamento dos portões. Mais de 80 candidatos ficaram do lado de fora e fizeram um protesto contra a organização.

A representante das pessoas que tiveram que voltar para casa, Emiliana Fachini Hort, conta que houve três acontecimentos que atrapalharam muitos dos candidatos. O primeiro foi a cancela do estacionamento da Unifebe, onde ocorreu as provas. “Uma delas estragou e gerou muita fila, atrasando a chegada de muitos”, diz.

Outro fator foi a retificação feita no edital na quinta-feira, 30, na qual se falava sobre os horários de abertura e fechamento dos portões. O documento trazia a informação de que os portões de acesso aos locais de provas abririam às 12h30 e fechariam pontualmente 13h30.

“Entendemos por portões, o portão de entrada da universidade e não do bloco. Então a partir do momento que estávamos aqui dentro, teríamos que ter o tempo para chegar até a sala”, comenta.

Ela ressalta que algumas pessoas chegaram minutos antes, mas perderam a prova porque não acharam a tempo o bloco exato. “Não tinham fiscais para nos orientar. Algumas pessoas estavam dentro do bloco errado e foram expulsas de dentro e não conseguiram entrar no outro, por conta do horário”, diz.

As pessoas que acabaram ficando pelo lado de fora dos portões se revoltaram e tentaram forçar a porta do bloco D. Com isso, a Polícia Militar foi chamada para conter os ânimos, mas a situação não saiu fora do controle.

Organização esclarece situação
A diretora do Recursos Humanos da prefeitura, Anelise Ketzer, explica que há muitos anos era feito o processo seletivo por títulos e tempo de serviço. Entretanto, neste ano, a administração optou por fazer um processo seletivo por provas para contrato temporário de profissionais para substituir professores efetivos que precisam se afastar por algum motivo. “Essa administração preza muito pela impessoalidade, então foi contratada a Unifebe para aplicar as provas”, diz.

O coordenador de serviços especializados da Unifebe e responsável pelos concursos, processos seletivos e vestibulares, George Wilson Aiub, lembra que todas as informações aos candidatos estavam no site da instituição. “Tinha disponível o local de prova, o bloco, andar e sala. Na retificaçaõ feita ficou ainda mais explícito o horário de abertura e fechamento dos locais de provas, que eram os blocos A e D”.

Ele acrescenta que em cada um dos portões existia sinalização dos blocos e 97% dos candidatos conseguiram entrar no horário. “Aconteceu de alguns candidatos chegarem a partir das 13h20 e entrarem no bloco e errado e permanecerem ali até o fechamento dos portões”, conta.

Aiub afirma que em cada bloco havia fiscais na portaria, em cada andar havia dois fiscais de corredor, além de mais de 90 fiscais nas salas, que orientavam os candidatos quando solicitados.

Em relação às cancelas do estacionamento, o coordenador explica que são duas para veículos e em determinado momento, uma delas deu problema técnico e os profissionais da empresa terceirizada precisaram fazer anotações manuais, o que gerou mais filas.

“Todos os candidatos tinham noção da quantidade de pessoas que fariam as provas. Eram mais de 1,7 mil pessoas inscritas e é normal que as vias de acesso tivessem congestionamento. Então teriam que ter previsto isso, já que tinham 1h desde a abertura dos portões para fazer ingresso no bloco correto”, avalia.

 

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