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Centenária capela do bairro Limeira Alta é reformada e ampliada

Comunidade da Nossa Senhora da Natividade se uniu e, com esforço, viabilizou o financiamento da obra

A comunidade católica do bairro Limeira Alta está de casa nova. A centenária capela Nossa Senhora da Natividade passou por ampliação e reforma, que preservou o mesmo estilo de sua construção original.

A administradora econômica da capela, Débora Bertolini, conta que a capela já necessitava de uma reforma há algum tempo. Havia muitos problemas com reboco caindo, cupim e outras situações.

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A capela também já precisava aumentar, pois atualmente há cerca de 150 famílias dizimistas. Não chega a ser uma comunidade grande para os padrões de Brusque, mas é considerável, ainda mais para uma igreja pequena.

Com isso, a comunidade se uniu em torno de uma causa: reformar e ampliar a capela. “Como a gente já tinha um bom dinheiro em caixa, isso ajudou bastante”, comenta Débora.

O dinheiro que havia no caixa veio de festas, promoções e outras fontes de renda da paróquia. Mas era necessário mais dinheiro, por isso foi feita uma campanha, que encontrou grande receptividade.

Os anúncios nas missas surtiram efeito. Débora conta que teve gente que doou até R$ 1 mil, outros empresários doaram materiais de construção e até mesmo o serviço do arquiteto.

A administradora diz que a comunidade realmente abraçou a causa e foi valente para torná-la realidade.

Obra
A reforma e ampliação foi feita sob a supervisão e os comandos do arquiteto Marco Teodoro Kohler. Os serviços dele foram doados por um empresário, que pagou os custos.

Kohler fez um estudo sobre as igrejas da mesma época em que foi construída a capela. Com isso, ele procurou manter as características da construção original.

Forro foi todo removido e refeito conforme as técnicas da época | Foto: Divulgação

A atual igreja data de 1907, segundo a Arquidiocese de Florianópolis, que abrange a região de Brusque. No entanto, antes disso, no fim do século 19 já existia uma capela no Limeira Alta, que foi demolida e deu lugar à outra.

O arquiteto chegou a participar de uma reunião no Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Comupa), apesar de a igreja não ser tombada. Foi-lhe aconselhado que os materiais a serem usados na reforma fossem atuais, sem necessidade de empregar matéria-prima de antigamente, como se fosse um restauro.

A obra incluiu a demolição da sacristia e do presbitério (altar). Foram construídos um novo presbitério e uma nova sacristia com banheiro. Além disso, a nave foi aumentada.

“Da parte reformada, refizemos a cobertura da torre conforme foto antiga, em metal, e trocamos as janelas de vidros coloridos por modernos vitrais dos 12 apóstolos, com tecnologia de ponta em sanduíche de vidro, feitos pela empresa Alvo Digital, de Brusque”, explica o arquiteto.

Vitrais lembram os 12 apóstolos | Foto: Divulgação

O piso foi refeito, coberto com porcelanato com desenhos de ladrilhos hidráulicos, como era a igreja em fotos antigas. Além disso, foi refeito todo o reboco interno e externo. Na parte de fora, as cores escolhidas foram o azul e branco para combinar com o manto de Nossa Senhora da Natividade, padroeira da igreja.

Característica marcante interna, o forro foi todo removido por ter sido atacado por cupins e apodrecido, e refeito com as mesmas técnicas da época e desenhos iguais ao interior. A parte elétrica e hidráulica também foi refeita.

Kohler explica que a igreja tinha 128,77 metros quadrados com capacidade de 78 pessoas na nave. Agora, foi ampliada para 115 pessoas de capacidade e 178,50 m².

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