Centro de Valorização da Vida volta a Brusque e reforça prevenção a suicídios

Serviço será iniciado nesta segunda-feira, 29

Centro de Valorização da Vida volta a Brusque e reforça prevenção a suicídios

Serviço será iniciado nesta segunda-feira, 29

O Centro de Valorização da Vida (CVV) retorna a Brusque em nesta segunda-feira, 29, oferecendo apoio emocional e buscando evitar o suicídio por meio do telefone 188. A unidade estará localizada na avenida Cônsul Carlos Gracher, 48, sala 1. O CVV estava desativado desde 2014, mas já havia planos de retorno desde o início de 2017.

A unidade fará parte da Rede Nacional de Prevenção do Suicídio, com 15 voluntários atendendo ligações de todo o Brasil das 15h às 22h. Inicialmente, o CVV de Brusque atenderá por telefone, e aguarda os voluntários adquirirem mais experiência para realizar atendimentos presenciais. O serviço está disponível em 16 estados pelo telefone 188.

“É importante lembrar que uma pessoa de Brusque que ligar para o 188 será atendida por algum ramal localizado no Brasil, não por alguém em Brusque. Ou seja, o sigilo é absoluto, e as chances de ser atendido por alguém conhecido são próximas de zero”, explica Régis da Silva, coordenador nacional da comissão de expansão do CVV. O anonimato e a privacidade são absolutos.

Os voluntários precisam passar por um curso de capacitação de 35 horas, sendo 8 horas teóricas e 27 horas práticas. Ao fim do curso, é feita uma entrevista para verificar o estado emocional do voluntário.

O CVV de Brusque já está buscando mais pessoas que estejam dispostas a fazer o trabalho. Os voluntários se revezam plantões de 4 horas e meia por semana e atendem mais de 1 milhão de pessoas por ano. É preciso ter mais de 18 anos para fazer o serviço.

Como ajudar pessoas próximas
O suicídio muitas vezes é o último estágio de uma depressão profunda, o que faz com que as maneiras de prevenção do suicídio e da depressão sejam semelhantes. Primeiramente, é importante buscar ajuda profissional. Pessoas nesta situação precisam receber apoio, ser ouvidas e compreendidas.

É comum ouvir que pessoas que cometem suicídio não comentam sobre o assunto, mas isto é um mito. Frases de alarme podem sempre ser um sinal de comportamento suicida. “Trata-se de um pedido de ajuda, e normalmente as famílias não sabem tratar isso”, lamenta Da Silva. “As famílias acham que pode ser frescura, que quem avisa não faz, e isso não existe”.

Não é adequado aconselhar pessoas deprimidas ou que apresentem indícios de comportamento suicida. Falar sobre como a pessoa não deveria estar reclamando ou sobre quantas pessoas estão em situação pior que a dela são agravantes. “Não podemos aconselhar. E comparar é pior ainda. Quem tem este comportamento está precisando de um colo, precisa ser ouvido, compreendido. Às vezes é um problema simples, mas para o qual a pessoa não vê mais saída”.

Números
De acordo com o Ministério da Saúde, o suicídio é a quarta maior causa de mortes entre jovens de 15 e 29 anos. No mundo, é a segunda maior causa de morte desta faixa etária, conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O Sul do Brasil concentra 23% dos casos de suicídio no país, tendo 14% da população nacional. Ainda a nível nacional, 11 mil suicídios são cometidos por ano, em média. A faixa etária mais propensa ao suicídio é dos idosos com mais de 70 anos.

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