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Ciclistas que darão volta ao mundo em bicicleta se hospedam em Brusque

Casal iniciou pedalada em Jales (SP) e passou três dias no município

Ciclistas que darão volta ao mundo em bicicleta se hospedam em Brusque

Casal iniciou pedalada em Jales (SP) e passou três dias no município

Já se passaram quase 50 dias desde que Thiago Castilho Gabriel e Flávia de Siqueira Vieira começaram uma jornada de extrema ousadia e coragem: dar a volta ao mundo em uma bicicleta de dois lugares, de apelido Minhoca.

Por enquanto está tudo bem com o casal que deu a primeira pedalada do longo trajeto no município de Jales (SP) no dia 30 de julho, e está descendo o país com destino à Patagônia, região ao extremo-sul das Américas que abrange Argentina e Chile, cruzando o Uruguai no caminho.

Durante esse tempo, com exceção aos dias em que dormiram na estrada com o equipamento de camping que carregam, Thiago e Flávia contaram com a bondade de pessoas como os brusquenses Matheus Diegoli e Amanda Fidelis, que proporcionaram três dias de morada aos viajantes. Foi na garagem da mãe de Amanda que a Minhoca estacionou por três dias, desde o último domingo, 10.

Depois disso eles seguiram viagem rumo a Itapema, onde também dormirão na casa de um casal. Após a passagem pela Patagônia, os brusquenses pegam um avião com destino à Marrocos para começar o trajeto entre África e Europa. Toda a viagem pode ser acompanhada nas redes sociais da dupla, na página ‘2 for trips’ no Facebook e no perfil do Instagram, com o mesmo nome. Há ainda o portal oficial da aventura, o 2fortrips.com. Thiago e Flávia carregam uma bandeira em prol do Hospital de Câncer de Barretos.

Passeio pela vida

Ciclistas passaram pelas plantações de arroz na rodovia Antônio Heil. Foto: Divulgação

Antes de optar pela viagem que durará quatro anos pelas contas do casal, eles atuavam na área da saúde. Flávia trabalhava no interior de São Paulo como enfermeira oncologista, enquanto Thiago era médico patologista.

A experiência do casal com pacientes terminais os fez despertar para a aventura. “Eles diziam se arrepender não do que fizeram, e sim do que deixaram de fazer. Com isso eu comecei a pensar, será que um dia também me arrependerei de não ter feito alguma coisa? Isso motivou muito”, explica Flávia.

O principal incentivador foi Thiago. Ele já realizava pequenas viagens com sua bicicleta, e depois de conhecer Flávia passou a tentar convencê-la a fazer a viagem com ele. “Há dois anos, nós decidimos que se em 2017 a gente ainda estivesse com essa vontade, iríamos botar o plano em prática”, diz Thiago.

Com a ideia ainda fresca na cabeça do casal, eles tomaram a decisão este ano, largaram seus empregos e, para arrecadar fundos, começaram a vender tudo: de veículo a roupas, Thiago e Flávia transformaram praticamente todos os seus bens, à exceção do que levam pelo mundo, em dinheiro para a viagem.

Porém, segundo os viajantes, não será necessário tanto dinheiro quanto se imagina. “Não temos gasto com combustível, a hospedagem será quase sempre gratuita e a alimentação também é barata. Nós levamos um fogareiro e gastamos com um pouquinho de gasolina para acender, R$ 2 de combustível duram uma semana inteira”, diz.

Thiago e Flávia carregam 60 quilos de bagagem em alforges, que são bolsas suspensas na própria bicicleta. O casal pedalará entre 40 e 50 mil quilômetros, e fará sete viagens de avião para cruzar o oceano. Eles também utilizam um aplicativo chamado WarmShowers, que é uma rede mundial gratuita de troca de hospitalidade para cicloviajantes.

Hospitalidade brusquense
Matheus Diegoli também é praticante do chamado cicloturismo, e realiza viagens com sua bicicleta na companhia de Amanda Fidelis. Foi neste meio que eles descobriram que Thiago e Flávia estavam cruzando o globo. “Eu entrei em contato e falei que se eles passassem por Santa Catarina, poderiam ficar por aqui sem problemas”, explica Diegoli.

O brusquense confessa que a viagem dos paulistas também inspira o ciclista para que um dia possa entrar em uma empreitada desse estilo. “Claro que sonhamos né. Nosso estado foi pioneiro e contou com o primeiro circuito de cicloturismo, e cada vez vamos nos motivando a percorrer distâncias maiores”, explica.

 

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