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Morador de Brusque transforma madeira descartada em abrigos para aves

Conheça a trajetória que uniu reinvenção profissional e cuidado ambiental

No cenário atual de maior valorização das práticas sustentáveis, uma iniciativa em Brusque chama a atenção pela simplicidade da proposta, além do impacto ambiental associado.

A partir de madeira descartada, o artesão Saulo Eugênio Deucher passou a confeccionar abrigos voltados à proteção da vida silvestre urbana, aliando cuidado e reaproveitamento consciente de materiais.

Ação sustentável em Brusque

Morador do bairro Águas Claras, na rua Irineu Schimtz, Saulo transforma resíduos que teriam como destino o descarte, em estruturas funcionais, pensadas para oferecer abrigo, proteção e conforto aos pássaros.

O trabalho, desenvolvido de forma artesanal, alia reaproveitamento de matéria-prima, cuidado ambiental e atenção aos detalhes construtivos.

Chegada da pandemia

A trajetória que conduziu à atividade, no entanto, não começou no artesanato. Até 2020, Saulo atuava profissionalmente como motorista de ônibus.

Com a chegada da pandemia da Covid-19, e a instabilidade provocada no mercado de trabalho, veio o desemprego e, com ele, a necessidade de encontrar alternativas para manter o sustento da família em um período marcado por incertezas.

Nesse contexto, o artesanato surgiu inicialmente como uma ocupação complementar. Com o passar do tempo, porém, o interesse do público pelas peças ganhou proporções maiores.

A divulgação das casinhas em redes sociais ampliou a visibilidade do trabalho, resultando em encomendas frequentes e na consolidação de uma nova fonte de renda.

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Créditos: Ciro Groh/O Município

Produção supera 700 unidades

Acompanhando todo esse processo, a esposa, Janaina Deucher, artesã especializada em crochê, destaca a dimensão alcançada pela produção ao longo dos anos.

Segundo ela, mais de 700 unidades foram confeccionadas desde o início da atividade, entre peças comercializadas e doações realizadas de forma espontânea.

Para a família, o artesanato teve papel decisivo na manutenção financeira durante o período mais crítico da pandemia.

Saulo e Janaína, parceiros na vida e no trabalho que então une criatividade e cuidado ambiental/Texto da legenda | Foto: Ciro Groh/O Município

Novo ciclo em Brusque

Com a retomada gradual da economia, um novo capítulo se abriu. Atualmente, Saulo voltou a exercer a profissão de caminhoneiro.

Ainda assim, a atividade artesanal permanece presente na rotina, especialmente aos fins de semana e nos intervalos entre viagens.

Nesse período, a produção passou a incorporar projetos mais elaborados, com estruturas ampliadas e elementos adicionais que reforçam o conforto destinado às aves.

Algumas das casinhas apresentam varandas, áreas de apoio e compartimentos internos pensados para facilitar o abrigo e a circulação dos pássaros.

Embora cada peça seja única, todas seguem o mesmo princípio: oferecer proteção adequada à fauna urbana, respeitando o reaproveitamento de materiais e a funcionalidade do design.

Vendas e doações

Apesar do vínculo criado ao longo do processo de construção, nem todas as peças permanecem com o artesão.

Parte da produção é doada, enquanto outra é destinada à venda.

A decisão, conforme relatado pelo próprio Saulo, é pautada pela compreensão de que o propósito do trabalho se completa quando as estruturas passam a cumprir sua função no ambiente externo.

O resultado dessa iniciativa se reflete diretamente na paisagem urbana e na convivência com a natureza.

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Impactos positivos

Ao transformar resíduos em abrigos ecológicos, o trabalho desenvolvido em Brusque evidencia como ações individuais, quando conduzidas com constância e responsabilidade, podem gerar impactos positivos tanto no aspecto ambiental quanto social.

Para os leitores interessados em conhecer mais de perto o trabalho, uma galeria de imagens reúne detalhes das casinhas produzidas, disponível a seguir.

O contato com o artesão pode ser feito pelo WhatsApp, no número (47) 9 8855-6193.

Galeria de fotos

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