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Conheça as propostas dos candidatos a prefeito de Brusque para o saneamento básico

Implantação do esgoto sanitário na cidade é a principal proposta dos postulantes ao cargo

Os seis candidatos a prefeito de Brusque elencaram 22 propostas para o saneamento básico do município, de acordo com os planos de governo protocolados no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC).

A proposta em comum dos candidatos é a promessa de dar início à implantação do tratamento do esgoto sanitário em Brusque, obra que está no planejamento das gestões há anos, mas até agora não saiu do papel. Confira:

 

  • Entregar a recém projetada ETA Cristalina, a qual garantirá o fornecimento deste bem precioso por mais de 30 anos a nossa cidade;
  • Dar o primeiro passo no início da cobertura de coleta e tratamento do esgoto sanitário em nosso município.

  • Acelerar e ampliar a construção da nova adutora na Cristalina, importante obra com uma visão no futuro, projetando Brusque em seu crescimento;
  • Reformulação da rede de distribuição de água;
  • Otimização da capacidade de coleta, tratamento e distribuição, para atender as necessidades da população;
  • Plano de saneamento básico.

  • Iniciar a implantação da rede de coleta e tratamento do esgoto sanitário;
  • Fortalecer o Samae como autarquia pública municipal de saneamento;
  • Construção de estação de captação e tratamento de água para atendimento às regiões da Volta Grande/Bateias/Steffen/Cerâmica Reis e São Pedro, com reservatório para 2,5 milhões de litros;
  • Construção de reservatório para 5 milhões de litros na região de Águas Claras/Paquetá/Rainha;
  • Construção de reservatório para 5 milhões de litros no Loteamento Cyro Gevaerd para a região da Limeira;
  • Concluir a estação de tratamento de água da Cristalina, garantindo o abastecimento de Dom Joaquim, Tomaz Coelho, Travessa Dom Joaquim e São João;
  • Implantar novas redes de água e finalizar a substituição de redes de amianto.

  • Novos reservatórios de água na sede do Samae e nos bairros Águas Claras e Cristalina;
  • Implantação de reservatórios de menor capacidade de armazenamento de água em áreas de difícil abastecimento;
  • Tratamento de esgoto: Proposta política para o tratamento dos Resíduos Líquidos Municipais, captação e tratamento do esgoto doméstico e melhora do tratamento industrial;
  • Prosseguimento aos projetos e levantamentos já efetuados pelo Samae e iniciar a implantação do sistema, iniciando a sua implementação na região central do município.

  • Executar as ações do Plano Municipal de Saneamento Básico;
  • Aproveitar e aprimorar o potencial técnico científico dos próprios servidores do Samae para desenvolver políticas públicas na área do abastecimento público de água e do esgoto sanitário;
  • Buscar parcerias para a implantação do esgotamento sanitário na cidade de Brusque, assim como a construção da Estação de Tratamento de Esgoto;
  • Melhorias no tratamento, captação de água, proteção de nascentes e encostas, rios e ribeirões.

  •  Implantar comitê para discussão de esgoto sanitário em todo município.

Investir com sabedoria

O Samae é uma autarquia que tem superávit e está com seu caixa em dia. Mesmo com o grande investimento na construção da Estação de Tratamento de Água da Cristalina, que já está em andamento, conforme apurado por O Município, tem recursos para investir em outras grandes obras para melhorar o abastecimento de Brusque.

Cabe ao próximo prefeito gerir esses recursos com sabedoria. Além da ETA da Cristalina, o Samae já tem diversas obras planejadas, como a construção de reservatórios em alguns bairros e melhorias na rede de distribuição. As melhorias na rede estão orçadas em cerca de R$ 10 milhões para quase 15 km.

Além disso, há a necessidade de melhorias na ETA Central, que precisa de reformas em sua estrutura.

A novela do esgoto

Proposta comum e considerada urgente entre os candidatos a prefeito de Brusque, a implantação do tratamento de esgoto sanitário no município é uma novela que se arrasta há anos.

Desde a década de 1990, muito se fala sobre o assunto, mas fica sempre no campo das promessas. Não evolui. Irregularidades em convênio assinado em 1993 sobre o tema impedem que município receba recursos federais para elaborar projeto, o que torna tudo mais difícil.

Nos últimos anos, as gestões ensaiaram iniciar os projetos, sem evolução. Roberto Prudêncio Neto, quando foi prefeito interino entre 2015 e 2016, lançou uma Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) para coleta e tratamento de esgoto. Sete empresas se apresentaram, mas o projeto não foi pra frente.

No fim de 2019, a atual gestão lançou novo PMI, na expectativa de dar início ao trabalho neste ano. O que também não deve acontecer. Apenas a Rio Vivo apresentou projeto para assumir a execução do tratamento de esgoto na cidade. O prazo para a análise da proposta pela prefeitura já foi prorrogado duas vezes. O último prazo, inclusive, seria 14 de outubro, mas até agora sem novidades.

Faltando menos de dois meses para o fim da gestão, dar início ao esgotamento sanitário na cidade será tarefa para o próximo prefeito. Fica a dúvida: a nova administração dará continuidade ao que já foi feito ou começará tudo do zero?

Enquanto essa história não avança, seguimos como uma das principais cidades do estado sem um metro de esgoto tratado.