Crianças pedindo esmola no Centro de Brusque preocupam moradores

Conselho Tutelar diz que fato é incomum e orienta população a comunicar ao órgão

Crianças pedindo esmola no Centro de Brusque preocupam moradores

Conselho Tutelar diz que fato é incomum e orienta população a comunicar ao órgão

O fato de duas crianças, acompanhadas do pai, pedirem dinheiro no Centro de Brusque, chamou atenção dos leitores do Município Dia a Dia na segunda-feira, 19.

Por volta das 11h30 daquela manhã, uma menina, de aproximadamente 8 anos, abordava as pessoas que passavam entre as ruas Felipe Schmidt e Barão do Rio Branco, e entregava um bilhete que dizia que sua família estava com dificuldade e precisava de dinheiro para comprar arroz e feijão, pois não tinham o que comer em casa. A estudante de Jornalismo e moradora do Centro, Eliz Haacke, que foi abordada pela criança, conta que junto com ela estava provavelmente o seu irmão – de aproximadamente de 6 anos -, e o pai, que demonstrava estar lúcido e não apresentava sinais de embriaguez.

“Eu nunca tinha visto uma criança pedindo dinheiro em Brusque. Adultos e senhoras já. Deu pena destas crianças e um pouco de raiva de ver aquele adulto junto”, diz Eliz, que acredita que realmente a família precisava de comida, pois estavam com roupas simples e parecia que há tempo não tomavam banho.

Situação incomum

O conselheiro tutelar Nathan Krieger afirma que crianças pedindo dinheiro não são comum em Brusque. No entanto, ele conta que frequentemente uma “população itinerante, declarados ciganos” ficam em alguns pontos da cidade pedindo esmolas, como ao lado do Hospital Azambuja, num terreno próximo à Unifebe e em torno da loja Breithaupt. “Famílias de Brusque na rua não é comum, o que ocorre é mesmo destas pessoas itinerantes, o que é uma situação delicada, já que várias vezes precisamos encaminhar casos para o Ministério Público e não tivemos muita resolutividade”.

O conselheiro destaca que essas pessoas ficam um tempo na cidade até que algum cidadão denuncie e eles acabam indo embora.

“Normalmente são resistentes, usam a desculpa que ninguém ajuda, que o poder público não faz nada, mas na verdade eles não colaboram, não querem dizer seu nome, fazer um cadastro”.

Orientação

Krieger explica que a população deve informar ao Conselho Tutelar quando observar crianças pedindo dinheiro na rua. Assim o órgão poderá ir ao local, fazer a abordagem e dependendo a necessidade, encaminhar para a Secretaria de Assistência Social e Habitação, que analisará qual é a necessidade: de comida ou de abrigo.

Ele ainda diz que se tratando de criança e adolescente é preciso entender realmente do que se trata, porque dependendo a situação, pode, inclusive, se configurar como crime. “Têm pessoas que usam de má fé, são pais que usam dos filhos para angariar dinheiro. Também já há outros que realmente necessitam de auxílio”.

Ação em 2017

O Conselho Tutelar, juntamente com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Brusque e o poder público municipal pretendem em 2017 estudar uma forma de conscientização comunitária. O objetivo é por meio de ações, cartazes e informativos mostrar o que a comunidade deve fazer neste tipo de situação.


Contato para denúncia

Cidadão pode fazer denúncias ao Conselho Tutelar por meio do telefone 3351-0113, no horário comercial e do
988-461-777, número de plantão, disponível 24 horas.

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