Crise no Sudeste prejudica setor elétrico catarinense

Celesc divulgou que a economia de energia durante o período foi de 4,5%, meio ponto percentual abaixo da meta

Crise no Sudeste prejudica setor elétrico catarinense

Celesc divulgou que a economia de energia durante o período foi de 4,5%, meio ponto percentual abaixo da meta

A crise hídrica e energética que atinge o Sudeste do país afetou a capacidade de economizar energia de Santa Catarina durante a vigência do horário de verão. De acordo com a agência regional das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), foram poupados 4,5% da demanda de eletricidade durante todo o período. A meta divulgada estatal antes da mudança de horário era de 5%.

O gerente regional estatal, Claudio Varella, diz que com a crise hídrica que atinge grandes estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, parte da energia que era enviada para o consumo de Santa Catarina foi desviada para lá. Os níveis dos reservatórios de água na região Sudeste estão abaixo do considerado normal e isto tem impacto direto na produção de energia.

Isto, aliado ao calor intenso em certas regiões do estado, impossibilitou o cumprimento da meta totalmente. Apesar disso, o gerente regional avalia como positivo o resultado do horário de verão de 2014-2015. “A questão do calor foi atípico neste ano, a falta d’água e o envio da energia para o Sudeste afetou a economia, mas houve, sim, um ganho para Santa Catarina”, diz Varella.

Esta edição do horário de verão teve 126 dias, uma semana a mais por causa do Carnaval. Com o volume de eletricidade que foi economizado ao longo deste período em todo o estado seria possível prover energia para a cidade de Gaspar, que tem aproximadamente 58 mil habitantes, por outros 120 dias, de acordo com Varella.
Nacional

O resultado aquém do esperado pode ser percebido nos números nacionais divulgados pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). O ONS estima que os ganhos totais com a redução de geração térmica, no período janeiro a fevereiro de 2015, somam R$ 74 milhões. Segundo o governo federal, os ganhos referentes ao custo evitado resultarão em benefícios econômicos para o Sistema Interligado Nacional (SIN) de R$ 204 milhões. A estimativa da economia para o setor elétrico é de R$ 278 milhões.

Em 2013, a poupança de eletricidade alcançou os R$ 280 milhões – acima do registrado neste ano. Em Santa Catarina, trocando os megawatts por dinheiro, foram economizados, no mesmo ano, aproximadamente R$ 6,3 milhões, considerando apenas o custo médio da energia, sem considerar tributos e demais encargos.

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