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Dengue: mês de maio concentra mais da metade dos casos deste ano em Brusque

Foram registrados mais de 2,4 mil somente no último mês

O crescimento de casos de dengue em Brusque é expressivo. Conforme análise dos boletins epidemiológicos divulgados pela Secretaria de Saúde, o mês de maio registrou mais casos da doença do que os outros quatro meses de 2022.

No total, desde janeiro, Brusque já registrou 4.485 casos da doença. Somente no último mês foram 2.451 registros, em contrapartida, os outros quatro meses, juntos, tiveram 1.952 moradores com a doença.

Ao longo dos cinco primeiros meses de 2022, nove moradores de Brusque morreram em decorrência da dengue. O primeiro registro foi em abril, mês que registrou a maioria dos óbitos. Enquanto em maio três moradores morreram pela doença, em abril foram seis mortes registradas.

Hospitalizados

O número de pacientes hospitalizados passou a ser divulgado pela Secretaria de Saúde somente no mês de maio. Ao longo deste período, a cidade registrou uma média de dois pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e seis em enfermaria.

Em todos os boletins divulgados no mês de maio pelo menos uma pessoa estava internada na UTI. O máximo de pacientes que precisaram do atendimento intensivo, ao mesmo tempo, foram quatro.

Já pacientes hospitalizados na enfermaria atingiram o pico de 13 internações simultâneas no dia 18 de maio. O menor registro foi no começo do mês, no dia 6, quando não havia nenhum paciente em enfermaria.

Covid-19 x dengue

Questionada sobre os números da dengue em Brusque, a diretora da Vigilância em Saúde de Brusque, Ariane Fischer, relacionou o aumento dos casos da doença com a pandemia de Covid-19. Conforme a profissional, os cuidados relacionados à proliferação do mosquito Aedes aegypti diminuiram devido à situação da pandemia.

“Com relação ao cenário da dengue, a pandemia mudou o foco de doença e o efetivo teve que ser direcionado para evitar que mais contaminação e morte pela Covid-19 acontecesse”, afirma.

Ariane também destaca que o momento de proliferação do mosquito acontece no verão, meses em que o Brasil viveu uma nova onda da Covid-19.

Transparência nos números

O parâmetro estadual para boletins da dengue considerava somente os casos com laudos vindos do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), mas a determinação mudou no mês de abril. Desde então, todos os municípios catarinense passaram a contabilizar os pacientes conforme novo “protocolo de casos suspeitos do estado na qual orienta que quando há duas semanas de contaminação disseminada, pode se contabilizar os casos a partir dos laudos dos laboratórios privados e também fechar diagnóstico pelos sinais e sintomas somente”, explicou Ariane.

A mudança vem após a escassez de testes disponíveis. Apesar da medida ser adotada em Santa Catarina no mês de abril, Brusque assumiu esse protocolo já no mês de março. “Outros municípios seguiram essa diretriz somente após a publicação da nota no Lacen em meados de abril. Nosso município prezou pela transparência das informações e leitura do real cenário para intervir com ações de dengue”, conta. Com isso, os números da doença em Brusque passaram a se destacar quando relacionados às outras cidades do estado.

Expectativa e prevenção

Apesar do alto número de casos registrados no mês de maio, a expectativa para o mês de junho é que a doença perca força. Com a diminuição da temperatura o ar fica mais denso, o que dificulta o deslocamento do mosquito. “Com a chegada do inverno o mosquito já não sobrevoa com tanta facilidade e os números tendem a diminuir, por exemplo na quarta-feira, 1º, o número de positivos fechou em 30”, relatou.

Mesmo com a diminuição de casos a Secretaria de Saúde dará continuidade no combate à doença. É necessário manter a atenção para que o quadro não se repita no próximo ano. “Importante também que os cidadãos estejam sensibilizados com relação ao recebimento dos agentes de endemias, pois não será baixada a guarda e eles estão todos os dias em fiscalização nos bairros. Os agentes de endemias tem olhar apurado e por vezes encontram água parada em locais que nem imaginávamos”, finaliza Ariane.


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