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Denúncias contra nomeação de comissionados em Brusque continuam a chegar ao Ministério Públicos

Tem aportado no Ministério Público diversas representações a respeito da nomeação de cargos comissionados na Prefeitura de Brusque, no que se refere, especificamente, ao fato de parte deles, conforme as denúncias, não exercerem funções de chefia e direção, que são as atribuições dos cargos de confiança. A Promotoria de Justiça já investigou casos do tipo, […]

Tem aportado no Ministério Público diversas representações a respeito da nomeação de cargos comissionados na Prefeitura de Brusque, no que se refere, especificamente, ao fato de parte deles, conforme as denúncias, não exercerem funções de chefia e direção, que são as atribuições dos cargos de confiança.

A Promotoria de Justiça já investigou casos do tipo, o que resultou na exoneração recente de cinco servidores da Secretaria de Assistência Social e Habitação. Há mais por vir.

A questão da nomeação de comissionados para funções fora das especificadas por lei é antiga e bastante comum na Prefeitura de Brusque e em tantas outras.

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Provar é difícil, pois exige tecnicalidades, mas uma ida à prefeitura basta para comprovar que há servidores comissionados exercendo funções simples, como telefonista, recepcionista, motoristas – cargos que devem ser preenchidos com servidores admitidos por concurso público.

Sempre foi assim, em todos os governos que passaram por Brusque nas últimas décadas.

Por mais que o Ministério Público apure um ou outro caso, até porque a Promotoria só pode agir quando é provocada para tal, esse tipo de nomeação irá continuar, se o problema não for atacado na origem: as leis genéricas que estipulam as atribuições dos comissionados.

Atualmente, o que os comissionados devem fazer está detalhado de forma ampla, com verbos como “coordenar”, “apoiar”, sem apontar tarefas e objetos específicos.

Um exemplo é o cargo de coordenador, presente em todas as pastas, em que não é especificado o que deve coordenar. Há coordenadores fazendo trabalho de agente administrativo.

Além disso, os governos sempre encontram formas de burlar a letra da lei.

Exemplo não tão antigo: quando o Tribunal de Justiça decidiu, dois anos atrás, que eram ilegais os cargos comissionados de subprocurador e procurador-adjunto criados na estrutura da Procuradoria-geral do município.

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A Justiça exigiu a demissão de comissionados que ocupavam esses cargos e a contratação de procuradores efetivos.

O que foi feito: a demissão dos profissionais, com a recontratação de parte deles em cargos de diretor e coordenador.

Resultado: a maior parte dos que prestam serviços jurídicos à prefeitura continua sendo de servidores comissionados.