Dia do Pedal reúne cerca de 3 mil pessoas em Brusque

Evento, já tradicional no Dia do Trabalhador, também teve a participação do Clube de Bicicletas Antigas do município

Dia do Pedal reúne cerca de 3 mil pessoas em Brusque

Evento, já tradicional no Dia do Trabalhador, também teve a participação do Clube de Bicicletas Antigas do município

Incentivar o uso da bicicleta e unir a família são os principais objetivos do Dia do Pedal. Neste domingo, 1º de maio – Dia do Trabalhador, aconteceu em Brusque a 7ª edição do evento, que levou cerca de três mil pessoas às ruas do município. Durante uma hora, a população pedalou por mais de cinco quilômetros na região central da cidade.

Promovido pelo Sesc, a pedalada ocorre em outros 30 municípios catarinenses, mas é em Brusque que há a maior participação de público. O coordenador de atividades da entidade, Jussinei Sartori, diz que o pedal contribui para a mente, o corpo e para o meio ambiente. Ele afirma que o Sesc tem a preocupação em propagar meios transporte sustentáveis, seja skate, roller ou patinete. “Além de ser uma prática saudável e mais gostosa, são meios de locomoção que não poluem a natureza”.

Bicicletas antigas

Um dos diferenciais desta 7ª edição do Pedal foi a participação do Clube de Bicicletas Antigas de Brusque. As tradicionais magrelas deram mais charme ao evento e resgataram, momentaneamente, um pouco da história do município.

Bicicletas da década de 40 e 60, como a alemã Dürkopp, a inglesa Phillips e Rally, a sueca Prosdócimo e Centrum, e a Monark, produzida no Brasil, foram algumas das que desfilaram pelas ruas de Brusque.

Vilmar Araldi, presidente do Clube de Bicicletas Antigas, diz que o município é um dos poucos do estado que preserva a história de suas bikes. Ele conta que a ligação das pessoas com a magrela vem da época que iam trabalhar nas indústrias. “Há 30, 40 anos, só tinha bicicleta e esse era o meio de transporte de muitas famílias. Era pra tudo: para ir ao trabalho, para fazer compras. E essas famílias continuam preservando, por que foi marcante”, diz.

Parceria em todos os momentos

A autônoma Débora Decker aproveitou o dia ensolarado para pedalar. Foi a primeira vez que ela participou do evento. Junto com Débora, na cestinha da bicicleta Monareta, a sua companheira – a cachorra maltês Sheron. “É uma iniciativa muito boa. Incentiva o esporte, à saúde e faz as pessoas repensarem sobre o uso constante dos carros”.

Unidos pela bike

A advogada Isabel Cristina Orthmann e o esposo Luiz Henrique Inocente gostam de participar ativamente da vida do filho Lucas. Por isso, o casal junto com a sobrinha Ana Clara de Souza, nove anos, vieram integrar-se às famílias de Brusque no Dia do Pedal. “É muito importante essa prática saudável. É a primeira vez que participamos, mas pretendemos vir todos os anos. É um momento para também unir a família e nós priorizamos estar sempre envolvidos com as atividades que envolvem o nosso filho”, afirma.

Consciente desde pequeno

O estudante de 12 anos, Jonathan Eduardo Frutuoso, não pensou duas vezes quando os amigos da escola o convidaram para a pedalada. É a primeira vez que ele participa do evento. “Eu adoro andar de bicicleta, não quero crescer e ser sedentário. E também sei que assim eu não estou poluindo o meio ambiente”.

Companheira há quase 50 anos

A aposentada Arlete Galassini Fischer há cinco anos vem ao evento promovido pelo Sesc. Ela é diabética e conta que anda de bicicleta diariamente para manter-se saudável. Às 6h da manhã, a senhora de 63 anos sai de casa, na rua São Pedro e pedala por cerca de uma hora até o Centro. “Eu adoro e preciso. É muito bom”. Desde a adolescência Arlete anda de bike e incentiva seus filhos e netos a fazerem o mesmo. “Com 14 anos eu ia para o trabalho de bicicleta. E a vida toda foi assim. Vou na farmácia, na padaria, no mercado. Faço tudo com ela”, diz.

Aventura em duas rodas

O dia foi mais legal para a família da comerciante Letícia Crispim Kormann. Junto com o esposo, o auxiliar administrativo Cassino Kormann e os filhos, Otávio, 5 anos, Bernardo, 8 e Natália, 3, eles realizaram o percurso do pedal. Nos fins de semana e às vezes à noite eles têm o hábito de andar de bicicleta. “É mais natural e proporciona mais saúde. Meus filhos amam. Sempre tem uma nova aventura, uma manobra diferente. A família se une em torno da diversão”, diz Letícia.

As paixões de Flânery

A brusquense, mas que mora em Blumenau, Flânery Dermarche Fumagalli e sua cachorrinha, a poodle Alfa, participaram do Dia do Pedal. Ela conta que o animal é muito ansioso e que andar de bicicleta deixa-a mais tranquila. “Pedalar e cachorros são duas paixões. Poder uní-las é muito gostoso. Precisamos ter consciência da importância da atividade física, seja ela qual for, e nos exercitarmos, e quando pudermos trazer nossos companheiros juntos melhor ainda”.

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