Dom Wilson Tadeu Jönck avalia os primeiros dias de sua visita pastoral a Brusque

O arcebispo ficará no município até segunda-feira, 31

Dom Wilson Tadeu Jönck avalia os primeiros dias de sua visita pastoral a Brusque

O arcebispo ficará no município até segunda-feira, 31

O arcebispo metropolitano de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, atendeu a imprensa na tarde desta terça-feira, 25, para uma avaliação sobre sua visita canônica à paróquia São Judas Tadeu, no bairro Águas Claras. Até segunda-feira, 31, a paróquia formada por sete comunidades será a sede da arquidiocese.

“A visita pastoral é uma visita oficial do bispo. Está entre os deveres do bispo estar presente nas comunidades e isso não se consegue fazer tão amiúde, por isso, se faz essa que é uma visita oficial onde o bispo procura estar em contato com todas as forças vivas, estar em contato com a realidade da paróquia. Procuro visitar cada uma das capelas, é um trabalho que exige um pouco de tempo, mas penso que é compensador, como bispo, faço com muita satisfação”, diz.

Dom Wilson afirma que a paróquia São Judas Tadeu é formada de pessoas muito religiosas e empenhadas em realizar as coisas da comunidade. “Em todas as comunidades há uma grande estrutura já construída e, agora, é só questão de manter. É um sinal daquilo que a comunidade conseguiu, com empenho, união. O último sinal disso é a construção da própria igreja matriz, que teve que ser reconstruída, a população se uniu e, em pouco tempo, fez uma bela igreja que está servindo a toda população”.

O arcebispo também ressalta o desafio de viver a vida cristã. “Sempre falo que o ser humano é dado ao relaxamento. Nós relaxamos, principalmente, naquelas coisas que são fundamentais na nossa vida, naquilo que é central e, entre as coisas centrais está a nossa vida de fé, cristã, a participação na comunidade. A vida cristã é exigente e, nem sempre temos disposição para enfrentar essas exigências que é viver aquilo que o Evangelho nos ensina, mas aqui em Brusque há uma disposição, há espírito cristão aberto a viver o Evangelho”.
Hospital Azambuja

“O Hospital de Azambuja está indo muito bem, todas as crises proporcionam crescimento. Eu diria que a partir do episódio da intervenção foi possível ver o hospital de forma diferente, foi tratado de forma diferente. Algumas coisas aconteceram no hospital: houve um acréscimo sensível na verba que o poder público dá para os internados do SUS, isso foi fundamental, também foi possível rever a forma como estava sendo administrado, gerenciado, houve melhoria nesse sentido e foi possível também, com essas implementações, gerenciar um débito que o hospital tinha e, o peso desse débito foi tirado, então é possível se dedicar ao hospital e não ficar gastando todo o tempo para administrar só uma dívida. Isso estava consumindo muito. Coisas foram acontecendo e hoje o hospital está muito bem, prestando o trabalho que sempre quis prestar. Há ainda algumas implementações que se pensa fazer, mas essas são coisas para daqui pra frente”.
Formação de sacerdotes

“Santa Catarina sempre foi considerado um celeiro vocacional, estava muito ligada aquela situação de grandes famílias, colônias italianas, alemãs, polacas e assim por diante. As famílias diminuíram, as colônias mudaram as características e o número de vocacionados também diminuiu, mas na maioria das dioceses de Santa Catarina há um número considerável de vocacionados. A exemplo na arquidiocese, que não diminuiu o número de ordenações, a formação dada nos seminários mudou um pouco, mas na diocese todo ano há algumas ordenações, neste ano vamos ter três. Se olharmos os nossos seminaristas, a perspectiva é que se mantenha esse número. Há um bom sinal, há uma recuperação e também mostra o fruto do trabalho realizado nas comunidades, nas famílias, na catequese, nos grupos de jovens, quando se busca a vida cristã, o resultado sempre aparece”.
Importância de Brusque na formação de sacerdotes

“Brusque tem uma importância muito grande dentro da arquidiocese de Florianópolis. Aqui está o grande seminário, desde o início da arquidiocese aqui se fazia formação inicial dos seminaristas e ainda se faz. Brusque sempre respondeu positivamente a todos os desafios, quanto à formação. Depois daquilo que é estrutura da arquidiocese, em Brusque há a congregação dos padres do Sagrado Coração de Jesus e ainda temos o seminário do Pontifício Instituto das Missões Exteriores (Pime) que atendem essa paróquia”
Avaliação do papado de Francisco

“Não sei nem se tenho direito de fazer avaliações. Gosto muito, tenho uma grande admiração. Ele veio introduzir um espírito dentro da igreja, veio provocar para que saíssemos de uma certa letargia e deseja que nós repensemos a forma da caminhada cristã,. Nós somos convidados a fazer e isso ele faz com uma linguagem muito fácil, que todos entendem e, sobretudo com temas muito práticos, que todo mundo se sente tocado. Diria que está sendo um fenômeno dentro do mundo todo porque acaba sendo uma referência forte no mundo todo. As coisas que o mundo gostaria de ver realizado na nossa realidade de hoje, diria que o Papa é a voz mais forte que hoje há no mundo”
Inclusão dos divorciados

“Talvez não se desse a eles a atenção que mereciam. Estamos no tempo do sínodo dos bispos e o sínodo dos bispos sobre a família. Um dos temas é justamente esse, como dar atenção a esses casais que estão na segundo união e, gostariam de ter por parte da igreja uma atenção maior e, que por tradição sempre se sentiram deixados de lado, discriminados. É desafiador ver essa situação e, do ponto de vista da caridade, se deve fazer alguma coisa para que eles se sintam acolhidos. São membros efetivos, cristãos membros da igreja e, assim devem ser considerados”.
Desafios da igreja

“Eu diria que o grande desafio é animar a igreja e é isso que o papa Francisco está fazendo. A tendência é relaxar no compromisso de cristão. Ser um cristão que não reza muito, que não se esforça nas coisas religiosas, que começa a relaxar nos costumes, que começa a não ser muito de acordo com o que ensina o Evangelho. Animar e fazer com que aconteça essa vivência cristã na comunidade é o grande desafio de todos os tempos”.

 

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