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Dona Rita, 91 anos, conta um pouco da sua história no Anônimos

Mãe de 13 filhos e moradora antiga do Tomas Coelho, ela fala de como viver bem

Numa casa verde-mar lá em uma curva do Tomas Coelho mora dona Rita. Como todas as avós, ela recebe com braços abertos: 
– Boa tarde minha filha, entra, entra lá pela porta da frente.
Chão de pedrinhas de rio, entre a casa e os canteiros em flores a senhorinha recebe na varanda. Braços em acolhida sincera mais o ‘seja bem-vinda, minha filha’. Dona Rita não aparenta estar contando os dias para chegar aos 92 anos de vida. 
Pequenina em tamanho, ela carrega sabedoria de muitos anos. Para ultrapassar tão bem os noventa, ela garante que não há muito segredo. Diz que a idade pesa um pouco, que o corpo já não responde tão rápido. E quando uma veia do coração ameaçou dar problemas, os filhos mandaram esconder o machado e as enxadas, para ela parar de vez de fazer força.
Só que quem diz que dona Rita para? Sem despertador ou galo, lá pelas quatro da madrugada acorda. Reza suas aves-marias e se o tempo não for de chuva, vai até a Capela São Roque para o terço que começa pouco antes das seis. 
Volta para casa, café, o cuidado com as flores, os tocos de lenha para fazer menores e deixar o combustível do fogão à mão. E vêm as leituras: a Bíblia, daquelas grandes, está até gasta. E ainda as revistas, que ocupam o tempo que lhe sobram.  
– Sempre tive saúde, então estou aqui. Eu não fico parada. 
**Na edição de quarta-feira, 8 de agosto, conheça mais de dona Rita nas páginas do MDD.