Eleições 2016: Entrevista com o pré-candidato a prefeito de Brusque, Odirlei Dell’Agnolo

"O principal problema é a falta de foco dos eleitos", diz Dell'Agnolo, o Bah

Eleições 2016: Entrevista com o pré-candidato a prefeito de Brusque, Odirlei Dell’Agnolo

"O principal problema é a falta de foco dos eleitos", diz Dell'Agnolo, o Bah

Odirlei Dell’Agnolo, empresário mais conhecido como Bah, é contador e bacharel em direito, já atuou junto ao Conselho Estadual dos Jovens Empreendedores de Santa Catarina, e junto ao Núcleo de Jovens empreendedores da Associação Empresarial de Brusque (Acibr). Também já dirigiu a União Catarinense dos Estudantes.

Na política local, foi personagem envolvido em diversas ações protocoladas contra atos de ex-prefeitos, entre eles relacionado à prorrogação dos contratos de concessão do transporte coletivo e ao julgamento das contas do ex-prefeito Ciro Roza (PSB).

Há algumas semanas, Bah foi anunciado oficialmente como pré-candidato a prefeitura pelo Solidariedade (SD), partido que não participou da última eleição municipal.

Município Dia Dia: Por que quer ser prefeito?
Odirlei Dell’Agnolo (Bah): Penso que a candidatura é um caminho natural a um ser vocacionado, sinto que o espírito público e o amor ao próximo me direcionaram nesse sentido, como ser capacitado me sinto na obrigação de ajudar a resolver problemas, sejam sociais, pessoais ou empresariais. Quando me convidaram para ser candidato e representar o partido na disputa, me chamaram pela minha expertise em gestão, capacidade de liderança e meu histórico social, então não foi uma decisão minha e sim do grupo que fez o convite. Contudo, quero ser prefeito pois compreendo o que pode ser feito, por isso, me indigno com o que acontece. Estamos vivendo em um ambiente cada dia mais hostil, onde o descaso social está vencendo, onde o futuro está perdendo para o passado e bons valores humanos correm riscos em detrimento ao interesse pessoal de alguns maus-caracteres que dominam a política brasileira e estão destruindo conquistas humanas e sociais, então é necessário lutar pelo futuro da nossa sociedade.


Município: Qual o principal problema da cidade hoje?
Bah: É administração pública, sem dúvidas. A falta de foco dos eleitos, pois eles são os guardiões do poder de resolver os problemas existentes. A causa é essa, o sintoma é o que a gente vê no dia a dia, pois a cidade, basicamente, é uma infraestrutura para o convívio social, essa infraestrutura deve funcionar e sempre ser melhorada para colaborar no desenvolvimento humano das pessoas que aqui vivem e convivem.


Município: O que acha da administração Roberto Prudêncio?
Bah: Imagino que ele deva estar se esforçando, mas penso que é um governo como os demais que passaram pela cidade nos últimos anos, comprometido com a luta pelo poder. Mais cedo ou mais tarde saem de lá e nada deixam de legado para a sociedade.


“O número de secretarias está diretamente ligado à luta pelo poder, para com dinheiro público pagar os cabos eleitorais, isso é um dos cânceres sociais”


Município: Como o senhor vê a ideia de reduzir o número de secretarias?
Bah: Penso que o número de secretarias está diretamente ligado à luta pelo poder, para com dinheiro público pagar os cabos eleitorais, por meio de cargos de cargos de comissão, isso é um dos cânceres sociais. O número de secretarias também está ligado à incapacidade do prefeito e de sua equipe. Quanto mais gente sem saber o que fazer, mais cargos são necessários. Veja que nas empresas o caso é totalmente inverso. Como nós queremos resolver os problemas e não lutar pelo poder, poderemos enxugar a estrutura administrativa ao máximo, então reduzir o atual quadro de secretarias é uma ação natural, haja vista que vamos profissionalizar a gestão pública.


Município: Como governar sem ficar refém dos partidos?
Bah: Para não ficar refém de partidos não podemos deixar os partidos sequestrarem o governo, então não vemos isso no horizonte, até porque as pessoas votarão em nossas propostas e nossa forma de governar, e elas é que sairão vitoriosas em outubro, então já passaram pelo crivo maior da democracia e ao qual nos restará executar. Partidos são formados por pessoas, elas podem ser de má fé ou de boa fé, penso que o um governo tem que ter sinergia positiva, propósito e execução, pois o resto acontece. O que importa é libertar a sociedade que hoje é refém de pessoas mal intencionadas que usam desses partidos para ocupar espaços em governos colocando uma camisa de força na república, e para fazer a sociedade refém, num circulo vicioso que nos levou a essa situação catastrófica atual.


Município: Detalhe alguma de suas propostas de campanha?
Bah: Envolver os servidores públicos nas decisões das suas pastas, trabalhando com o maior número de servidores de carreira possíveis no comando da gestão municipal, pois eles têm expertise nas áreas que atuam, conhecem mais do que ninguém os pontos fortes e fracos de cada área. Então envolvê-los significa capacitar a cidade para as soluções do hoje e do amanhã, uma vez que eles ficam e o político sai. Também incentivar os servidores a denunciarem casos de desvio de dinheiro público, por meio de canais públicos em parceria com o Ministério Público e entidades, pois não há colaborador que se mantenha motivado sabendo que os recursos estão sendo desviados de sua finalidade. A administração nada mais é do que cuidar bem do que temos hoje, mesmo que seja pouco, e planejar o futuro. Logo, vamos profissionalizar e investir em tecnologias para investir em educação, saúde, mobilidade e sustentabilidade.

 

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