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Emoção marca entrega de presentes para mais de 850 crianças no Natal Solidário Unifebe

Alunos da educação infantil a ensino fundamental de 21 escolas da região participaram do evento

Com brilho nos olhos e sorrisos largos, mais de 850 crianças de escolas da região participaram do Natal Solidário Unifebe. O evento, que conta com a entrega de presentes, emocionou quem esteve pelo Centro Universitário de Brusque, durante a manhã e a tarde desta quinta-feira, 5.

Foram alunos e alunas, de 21 escolas, que iam de centros de educação infantil até escolas de educação básica, de Brusque, Guabiruba, Botuverá, Gaspar, Major Gercino, São João Batista, Canelinha e Nova Trento. 

Ao som de músicas natalinas, as crianças, que tinham de quatro à oito anos de idade, chegavam aos poucos, em diversos grupos escolares. Dirigiam-se para as salas de aula para um lanche de cachorro quente, salgadinhos e sucos. 

Contudo, o momento mais aguardado foi a chegada do Papai Noel, a apresentação natalina em conjunto das crianças, que ensaiaram nas escolas os clássicos Vem que está chegando o Natal e Natal todo o dia, e a emocionante entrega dos presentes

Neste último, é o retorno das madrinhas e padrinhos, que buscaram em novembro os nomes das crianças, com os presentes desejados. A entrega é de esperança e afeto, que chegou a render lágrimas de quem esteve por lá.

Luiz Antonello

Momento de solidariedade

A iniciativa envolveu servidores e estudantes da Unifebe. Desde a organização de todo o evento, com o apoio na recepção, como a adoção das crianças para a entrega dos presentes. 

É o caso da estudante de arquitetura e urbanismo, Nathany Pulzatto, de 24 anos. Ela participa há seis anos e agora, que está no final da graduação, almeja continuar no apoio do evento mesmo após formada. 

“É uma ação muito gratificante e especial. Fazer ao outro o que gostaríamos que fizessem para a gente. Também, é forma de retribuir”, diz.

Nesta edição, Nathany foi madrinha de duas crianças alunas da Uni Duni Tê, da Apae, e relata que a entrega dos presentes foi muito emocionante. A escolha das crianças pelos padrinhos foi em novembro, um mês antes do retorno com o presente. 

A estudante de direito, Daniele Gambeta, 25. Essa foi a primeira vez que ela participou como madrinha no Natal Solidário. “Acho que é uma motivação ajudar as crianças carentes. Muitas, a gente sabe que este é o único presente que elas vão ganhar. Então, é importante, trazer um natal diferente, com mais alegria”, conta.

Daniele trazia uma boneca para a estudante da E.E.F. Oscar Maluche, Laysa Oliveira Lessa, de 7 anos, que não escondeu a emoção quando rasgou o papel que embalava o presente. “Eu gosto do Natal”, diz. Agora, com o brinquedo novo, a vontade é uma: “Eu vou brincar com ela”, adianta.

Daniele entregou boneca de presente para a Laysa / Foto: Luiz Antonello

O empresário Reinaldo José Kahl, 45, também estava por lá. Ao encontrar o estudante do C.M.E.I. Prefeito Sebastião Tomio, de Botuverá, Pedro Eduardo Clérice, de 6 anos, conseguiu entregar o presente: uma máquina de construção. “Uma iniciativa bem importante, faz a alegria. Eu sempre participo na comunidade”, diz. 

Com o brinquedo em mãos , Pedro diz que era o que ele queria de Natal. “Muito legal, eu acho o Natal muito lindo”, diz. 

Reinaldo presenteou o Pedro com uma máquina de construção de brinquedo / Foto: Luiz Antonello

Organização e crescimento

Segundo a reitora da Unifebe, professora Rosemari Glatz, a ação envolve as cidades de origem dos acadêmicos da universidade. A escolha das escolas e turmas é feita pelas secretarias de educação de cada município. 

O resultado, para Rosemari, é uma experiência única e fantástica. “É muito bom a criança estar aqui, desmistificando o nosso espaço. Também, é aluno, pai, professor, comunidade, todos envolvidos. É um retrato de comunidade, é o que a gente busca para a melhora contínua”, comenta. 

Luiz Antonello

O vice-reitor da Unifebe, professor Sergio Rubens Fantini, conta que participa desde a primeira edição, quando 67 crianças participaram. Agora, na 17ª edição, destaca que o evento cresce a cada ano. 

“A comunidade interna e externa vem aceitando e buscando mais padrinhos. É um projeto muito legal e como somos uma Universidade comunitária, essa aproximação com a comunidade se faz necessária”, finaliza.

Luiz Antonello