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Brusque continua em duas partes: a que joga fora e vence; e a que joga em casa e tropeça

Falta de vitórias no Augusto Bauer continua atrapalhando campanha na Série C

A sina dos últimos meses continua, e o Brusque não consegue vencer jogando no Augusto Bauer. Ganhou do São Bernardo por 1 a 0, em 26 de maio, passando por todo sufoco possível, e depois, teve os seguintes resultados:

0 a 0 com o Tombense;
0 a 2 para o Figueirense;
1 a 2 para o Retrô;
0 a 0 com o Itabaiana.

São todos times que, hoje, brigam contra o rebaixamento. E o gol diante do Retrô foi contra, marcado pelo zagueiro Rayan. Nesta segunda-feira, 4, o Brusque teve, sim, o controle de boa parte do jogo, em especial no segundo tempo. Ainda assim, levou um sustinho ou outro. E, apesar do controle, praticamente não acertou chutes ao gol, com exceção da falta em cobrança rasteira de Diego Mathias no primeiro tempo.

Menos mau que foi um empate, levando o time a dois jogos consecutivos sem derrota. Isto não acontecia desde a sequência invicta de 10 jogos, construída entre 4 de fevereiro e 14 de maio. Depois disso, o Brusque sempre perdia os jogos seguintes às suas vitórias.

O desempenho no Augusto Bauer preocupa, porque sustentar uma longa sequência positiva fora de casa é, em teoria, tarefa muito mais difícil. Se o Brusque começar a perder muitos pontos como visitante, pouco vai sobrar em resultados.

É urgente a recuperação. Em 16 jogos no Augusto Bauer em 2025, o Brusque tem 50% de aproveitamento dos pontos, com apenas 12 gols marcados e nove sofridos.

Isto não pode ser normalizado. Se outras equipes vêm ao Augusto Bauer e conseguem ser superiores ao Brusque, é responsabilidade do Brusque achar forma de jogar e vencer. Ainda neste ano, a equipe ficou invicta em casa por sete partidas, incluindo empates com times de divisões superiores, como Criciúma e Chapecoense. E agora, parece impossível tirar alguma vantagem do Augusto Bauer.

Faltam quatro jogos para o fim da primeira fase, e o Brusque tem todos os méritos em estar no sexto lugar, dependendo de si próprio para a classificação. Ainda assim, a continuidade deste mau desempenho em casa poderá comprometer a campanha. As partidas restantes são contra Anápolis (fora), Londrina (casa), Caxias (fora) e CSA (casa).

Público


A média de público no Augusto Bauer segue minguada. São 1.356 torcedores por jogo e um clima, em geral, frio, de apreensão e reclamação. Até porque a paciência da torcida não costuma ser das maiores e, em casa, o time tem decepcionado.

O número, apesar de baixo, ainda segue a tendência da Série C de 2023. Fazendo o recorte do mesmo período, a média foi de 1.384 torcedores nos oito primeiros jogos em casa. Parece consequência ainda do rebaixamento na Série B de 2022, somado ao péssimo 2024, jogando quase todo fora da cidade.

Rumo à elite?


O Carlos Renaux joga, nos próximos dois finais de semana, as semifinais da Série B do Campeonato Catarinense, contra o Metropolitano. Ou seja, está a dois jogos do acesso à elite estadual. A última vez que o Vovô jogou a competição foi em 1984, com campanha interrompida pela grande enchente daquele ano em Brusque.

O acesso é possível, está ao alcance. Mesmo com a demissão de Luis Carlos Cruz, o time respondeu bem, vencendo o Camboriú em Imbituba para chegar ao segundo lugar na primeira fase. Do outro lado, o Metrô cresceu após a derrota para o Porto. Há seis jogos não perde, nem sofre gols. A semifinal tem tudo para ser muito equilibrada.

Plano desmontado


Bernardo Franco explicou na coletiva de imprensa suas visões sobre o empate contra o Itabaiana, e ficou clara a sensação de que o plano trabalhado durante a semana para o jogo ficou comprometido com mais uma lesão de Mateus Pivô. O excelente lateral vem tendo um azar terrível com lesões. Fez testes no aquecimento após um problema sentido no treino da véspera, mas não conseguiu jogar.

Sem Caio Gomes, lesionado, Franco optou por Thiago Freitas na lateral-direita. O zagueiro fez um bom jogo, mas tem características completamente diferentes na comparação com Mateus Pivô, e as dobras com Diego Mathias na direita tiveram outra dinâmica.

O treinador relata que o jogo pedia um time mais ofensivo. Mas, quando Thiago Freitas precisa sair, lesionado, sua escolha é por colocar Roberto no miolo da zaga e trazer Éverton Alemão para a lateral. Alemão também foi bem, mas a articulação ofensiva também fica muito diferente da que Bernardo Franco havia preparado com Mateus Pivô.

Sendo bem engenheiro de obra pronta e profeta do passado: o Brusque, já fraco em casa, perdeu força ofensiva no lado direito. Por outro lado, teve a parte defensiva reforçada, mas isto não era a prioridade planejada para o jogo. Em vez de tentar manter a característica da lateral, ela foi alterada radicalmente.

Aí fica uma parte estranha, no banco de reservas. Já era sabido que Pivô era dúvida. Thiago Freitas passa a ser titular e, dos 11 jogadores restantes, havia um goleiro (André Luiz), dois zagueiros (Roberto e Maurício), um volante (Bernardo) e sete jogadores do chamado "meio para a frente": Thomaz, Robinho, Adrianinho, Luizinho, Clinton, Luizão e João Veras.

E assim, Bernardo Franco teve dois centroavantes na reserva, mas não incluiu Ítalo e Carlos Biro no banco. Ítalo é um lateral mais ofensivo, que até deixou espaços demais em suas costas contra o Retrô. Poderia ser o caso de fazer uma improvisação dele ou de Alex Ruan na direita para manter a característica ofensiva que se pretendia com Pivô. Ou até mesmo de ter Ítalo no banco por precaução e improvisar Diego Mathias na lateral, considerando que já foi improvisado como ala neste ano.

Carlos Biro poderia ser uma opção para retirar Jean Mangabeira ou Alex Paulino em caso de cartões. Também poderia reforçar o meio-campo com mais um volante se o Brusque conseguisse vantagem no placar e precisasse de um pouco mais de contenção.

A ausência desta dupla no banco poderia ter sido sentida em qualquer momento do jogo. Em caso de uma lesão de Alex Ruan, sem Ítalo, provavelmente Jhan Pool iria para a lateral. O colombiano é um zagueiro e faz bem a lateral, mas não tem a mesma facilidade ao jogar na frente. Se Mangabeira ou Paulino fossem expulsos ou estivessem lesionados, as opções teriam sido muito limitadas.

Como o próprio Bernardo Franco disse na coletiva, não foi por este tipo de coisa que o Brusque não venceu, e toda essa sugestão poderia levar a dificuldades defensivas. O treinador tem suas razões e conhece o elenco. Mas parece que o time também correu alguns riscos, porque poderia estar coberto em mais posições no banco e, pelo que o próprio treinador falou, optou por não estar.


Assista agora mesmo!


Como e onde ensinavam os primeiros professores de Guabiruba no século 19:


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