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Sem definições para a Série B, Brusque tem até cinco possibilidades de estádio

Diretoria trabalha em diversas opções, na expectativa de que uma dê certo; CBF concede exceções ao clube desde 2019

Faltando pouco mais de dois meses para o início da Série B do Campeonato Brasileiro, o Brusque ainda não tem certeza sobre onde jogará a principal competição de seu calendário. Já reconhecendo que um novo estádio na cidade não deverá ser inaugurado em 2022, o presidente Danilo Rezini cogita diversas opções, que envolvem desde as mais óbvias (Florianópolis e Joinville), até as mais inusitadas (Balneário Camboriú e Jaraguá do Sul).

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Há também possibilidade de uma nova exceção concedida pela CBF para que a casa quadricolor na Série B continue sendo o Augusto Bauer, que não tem a capacidade mínima exigida por regulamento (10 mil torcedores sentados).

Há também possibilidade de uma nova exceção concedida pela CBF para que a casa quadricolor na Série B continue sendo o Augusto Bauer, que não tem a capacidade mínima exigida por regulamento (10 mil torcedores sentados).

A única certeza é que a estreia na Série B de 2022 será jogada fora de Brusque. O motivo é a punição ao clube com a perda de um mando de campo por conta do caso de injúria racial contra o meia Celsinho no jogo contra o Londrina, em 28 de agosto. Portanto, o jogo contra o Guarani, na primeira rodada, não será disputado no Augusto Bauer. A solução mais provável é o Orlando Scarpelli.

Florianópolis e Balneário Camboriú



No mais, o clube não tem casa definida para a Série B. A possibilidade mais conversada é a do aluguel do estádio Orlando Scarpelli, do Figueirense. O presidente Danilo Rezini já esteve em contato com o presidente do Figueirense, Norton Boppré. Cabe ao Brusque oficializar e documentar o pedido, listando as datas dos jogos que tem como mandante, para que a diretoria alvinegra analise e tome uma decisão.

No mais, o clube não tem casa definida para a Série B. A possibilidade mais conversada é a do aluguel do estádio Orlando Scarpelli, do Figueirense. O presidente Danilo Rezini já esteve em contato com o presidente do Figueirense, Norton Boppré. Cabe ao Brusque oficializar e documentar o pedido, listando as datas dos jogos que tem como mandante, para que a diretoria alvinegra analise e tome uma decisão.

É muito bem vista por Rezini a opção Balneário Camboriú. O Estádio das Nações, que é municipal, passou por reforma recente e está em bom estado. Falta a capacidade de público, o que a diretoria quadricolor acredita que seja possível de resolver com a instalação de arquibancadas metálicas. Ainda não há conversas oficiais entre o clube e a prefeitura. Uma das principais vantagens estaria na curta distância.

Joinville



Também já foi feito um contato com o presidente do Joinville, Charles Fischer, sobre a possibilidade de alugar a Arena Joinville. Fischer está de acordo com o Brusque, mas é necessário que o pedido passe pela prefeitura, já que o estádio é municipal. As condições do gramado e da iluminação da Arena Joinville são piores em relação às encontradas no Orlando Scarpelli, o que faz com que a capital seja a primeira opção.

Também já foi feito um contato com o presidente do Joinville, Charles Fischer, sobre a possibilidade de alugar a Arena Joinville. Fischer está de acordo com o Brusque, mas é necessário que o pedido passe pela prefeitura, já que o estádio é municipal. As condições do gramado e da iluminação da Arena Joinville são piores em relação às encontradas no Orlando Scarpelli, o que faz com que a capital seja a primeira opção.

Após visitar o estádio João Marcatto na vitória do Brusque sobre o Juventus por 2 a 1 no domingo, 13, Danilo Rezini chega ainda a tratar Jaraguá do Sul como uma possibilidade mais remota. O local precisaria passar por melhorias, incluindo a ampliação da capacidade por meio de arquibancadas móveis.

Augusto Bauer



Jogar no Augusto Bauer também passa pelo proprietário do estádio: o Carlos Renaux. Mantido o aluguel, seria necessário chegar a um acordo para a retirada ou ocultação das placas de publicidade no muro do lado oposto ao das arquibancadas cobertas. Ali estão expostas marcas parceiras do Vovô.

Jogar no Augusto Bauer também passa pelo proprietário do estádio: o Carlos Renaux. Mantido o aluguel, seria necessário chegar a um acordo para a retirada ou ocultação das placas de publicidade no muro do lado oposto ao das arquibancadas cobertas. Ali estão expostas marcas parceiras do Vovô.

A CBF não aceita a exposição de outras marcas que não sejam as patrocinadoras das competições que organiza. O assunto já foi debatido por Brusque e Carlos Renaux no ano passado. O tricolor decidiu não ceder e o quadricolor chegou a ser multado em primeira instância no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Portanto, as placas de publicidade tornam-se um ponto importante na possibilidade de o Brusque continuar no Augusto Bauer.



A suspensão do leilão do Complexo Esportivo do Sesi deixou poucas esperanças de que um novo estádio em Brusque fique pronto e apto para receber jogos ainda em 2022. Para este leilão, a diretoria conta com a possibilidade de que a Havan faça o arremate e inicie a construção. A empresa já confirmou que tentará a compra.

Precedentes



Danilo Rezini não descarta a possibilidade de a CBF fazer vista grossa em relação à exigência da capacidade mínima e permitir que o Brusque jogue a Série B novamente no Augusto Bauer. Exceções vêm sendo abertas em favor do clube há quase três anos, e o clube vai buscar este entendimento com a entidade.

Danilo Rezini não descarta a possibilidade de a CBF fazer vista grossa em relação à exigência da capacidade mínima e permitir que o Brusque jogue a Série B novamente no Augusto Bauer. Exceções vêm sendo abertas em favor do clube há quase três anos, e o clube vai buscar este entendimento com a entidade.

Na Série D de 2019, o Brusque mandou todas as suas partidas no estádio Augusto Bauer. Contudo, isto não seria possível, de acordo com o regulamento. Consta no artigo 24 do regulamento específico da competição que "para as partidas da quarta, quinta e sexta fases os estádios deverão ter capacidade mínima de 5.000 (cinco mil) espectadores sentados e sistema de iluminação adequado para partidas noturnas."



O Augusto Bauer não possui capacidade para 5 mil torcedores sentados. Esta é a capacidade máxima contando com a chamada "geral", com torcedores de pé no alambrado. Ainda assim, o Marreco disputou quartas de final, semifinal e final no Augusto Bauer.



Em 2020, o Brusque não poderia jogar no estádio na quarta fase da Copa do Brasil e nem na segunda fase da Série C, porque o estádio não tem capacidade para 10 mil torcedores. Como naquele momento da pandemia não era permitida a entrada de público, o clube não precisou deixar o Gigantinho.



Na temporada seguinte, o mesmo se repetiu para a Série B, mas o quadricolor foi obrigado a investir em melhorias nos vestiários, na iluminação, e na construção de novas cabines de imprensa. O retorno do público começou sendo liberado, e o Augusto Bauer passou a receber público na Série B, com a torcida ficando apenas nos lugares sentados. No jogo que garantiu a permanência, contra o Operário-PR, em 19 de novembro, teve público de 1.733 torcedores.






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