Brusque permanece no G-8, mas ainda é inconsistente e não inspira confiança
De alguma forma, classificação parece distante, mesmo com o quadricolor só dependendo de si mesmo para chegar à segunda fase
Os últimos jogos do Brusque eram divididos entre maus resultados em casa e bons resultados fora; mas, pelo que a equipe apresentava, era muito mais provável que a série a ser quebrada primeiro seria a boa. Foi o que aconteceu, com a sequência de duas vitórias como visitante interrompida neste domingo, 10: Anápolis 2×1 Brusque.
A incapacidade ofensiva do Brusque foi assustadora desta vez. Após o golaço de Olávio em chute de fora da área, não houve outra chance clara, que causasse problemas sérios ao goleiro Paulo Henrique.
O Anápolis ameaçou mais, ainda que tenha precisado contar com a sorte em chutes desviados para balançar as redes. As pressões do Brusque após a virada eram fracas, e o Galo da Comarca soube se fechar com alguma tranquilidade para manter o placar.
Talvez essa falta de consistência do Brusque seja típica dos times que ficam muito tempo nesta parte da tabela na Série C: do quinto ou sexto lugar até o 12º ou 13º. Mas não deixa de impressionar a quantidade de vacilos e de pontos desperdiçados contra diversos adversários, teoricamente, mais vulneráveis.
Além disso, das seis derrotas do quadricolor na competição, três foram de virada: Confiança 4×1, Floresta 2×1 e Anápolis 2×1.
Das 16 rodadas até aqui, o Brusque só terminou três fora do G-8. Para todos os efeitos, está sempre na briga. Ainda assim, uma classificação parece distante. A equipe não inspira confiança alguma de que, ao fim da 19ª rodada, passará à próxima fase.
Hoje, o quadricolor depende apenas de si próprio, mas isto não tem significado muito. No recorte do momento, ainda é um sonho distante chegar à segunda fase tendo Londrina, Caxias e CSA para enfrentar. Acesso, então, só se for de raiva, geralmente em algum jogo no Augusto Bauer.
Contudo, para terminar de forma mais otimista, a história recente também mostra que o Brusque já atingiu diversos objetivos que eram impossíveis — até que eles se tornaram inevitáveis. Basta fazer um ou dois grandes jogos.
Plano B
O acesso já foi citado repetidas vezes, inclusive no próprio Brusque, como o grande objetivo da temporada. Hoje, parece algo muito distante. Mas isto não é necessariamente ruim, ainda que o futebol apresentado seja, no geral, muito frustrante.
Desde 2019, o Brusque pula de uma divisão nacional para outra. O máximo de estabilidade foi entre 2021 e 2022, quando o quadricolor esteve na Série B por duas temporadas consecutivas. Para além disso, são três acessos (2019, 2020 e 2023) e dois rebaixamentos (2022 e 2024).
Seria triste falhar o acesso em 2025, mas não haveria terra arrasada. A permanência está bem encaminhada, apesar de um desastre nas próximas rodadas poder arrastar o Brusque para a beira do Z-4.
Já sem o rebaixamento, há uma base na qual a SAF pode se estabilizar, trabalhar e buscar o acesso em condições mais favoráveis do que um 2025 de transição caótica e problemas ainda a serem resolvidos no Augusto Bauer. O acesso imediato é uma conquista importante e vale lutar por ele, mas não pode ser questão de vida ou morte, de continuidade ou interrupção do projeto. A permanência seria frustrante, mas teria suas qualidades.
Não se classificar seria muito ruim em 2023, por exemplo, que teria a temporada acabando em agosto. O Brusque foi vice-campeão da Série C, mas continuou definhando financeiramente até a SAF se tornar um ultimato.
Em 2025, contudo, o Brusque ainda tem a Copa Santa Catarina e pode jogar até novembro se for bem. O objetivo, claro, é ser campeão e conquistar a vaga na Copa do Brasil. Mas a competição provavelmente será deixada de lado se o quadricolor seguir à segunda fase da Série C.
Vovô vivaço
O Carlos Renaux faz, neste sábado, 16, às 19h, a decisão por uma vaga à Série A do Campeonato Catarinense em 2026. Diante de bom público no Sesi, em Blumenau, empatou em 1 a 1 com o Metropolitano neste domingo, 10, na ida da semifinal da Série B.
Abriu o placar com o garoto Cássio, cada vez mais importante, e sofreu o gol contra numa infelicidade defensiva. Destaque para Airon, que defendeu dois pênaltis de Rafael: o primeiro, anulado por invasão fora da área; e o segundo, no canto oposto.
É a maior chance de retorno à elite estadual desde que o Renaux voltou ao futebol profissional, em 2018. Em caso de novo empate, a decisão irá às penalidades.
A torcida do Metropolitano vai comparecer em peso, mas o Vovô já não se intimidou no jogo de ida. Um acesso seria um feito histórico e deixaria para trás, de uma vez por todas, as frustrações de 2022 e 2024.
Assista agora mesmo!
Você sabia? "Parabéns pra você" cantado em Brusque é único no mundo e surpreende quem é de fora:
Siga-nos no Instagram
Entre no canal do Telegram
Siga-nos no Google Notícias