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Gavetários no cemitério de São João Batista solucionam problemas de superlotação

Desde 2015, 124 gavetas foram implantadas no local pela prefeitura

O problema de superlotação no Cemitério Municipal de São João Batista já ocorre desde 2004. Porém, em 2015, a prefeitura implantou 56 gavetários, abrindo novas vagas no espaço, que fica no Centro do município. Em 2018, outras 68 gavetas foram construídas no local.

Apesar de não haver um número exato de jazigos, o secretário de Infraestrutura, Taynan José da Cunha, afirma que um levantamento prévio, por meio de um cálculo proporcional, chegou ao número de 1430 sepulturas. Entretanto, em cada uma delas existe mais de um corpo.

Com o pouco espaço ainda restante no cemitério, Cunha informa que a única solução encontrada pela prefeitura foi a adoção da verticalização. “Quando fizemos o segundo gavetário tivemos que desapropriar alguns terrenos para ter o espaço necessário”, conta.

Neste local, o secretário ressalta que é possível a construção de mais um gavetário de quatro andares de altura.

Miriany Farias

Construção de um novo cemitério
Em administrações anteriores, houve o interesse em construir um novo cemitério, que ficaria no bairro Timbezinho. Entretanto, devido às licenças ambientais estarem ainda mais rígidas para este tipo de construção, não foi dado continuidade ao projeto.

O secretário de Infraestrutura destaca que o principal problema para a implantação de um novo cemitério é o fato dele influenciar diretamente no lençol freático. “Por isso que é mais vantajoso e a forma ideal ter o cemitério vertical”, informa.

Em cada gavetário, Cunha explica que existem os filtros de carvão que auxiliam na decomposição do corpo humano, fazendo com que haja a evaporação pelo ar, sem interferência no solo. Além disso, se ganha mais espaço.

Espaços comprados
Antigamente, os moradores do município costumavam comprar espaços no cemitério para a família. Cunha revela que ainda existe o livro de registro em que traz toda a demarcação do espaço.

“Então quem é natural de São João Batista já possui um local no cemitério. Casinhas foram construídas também já com gavetas para poder abrigar os corpos dos familiares. Então vai havendo adaptações”, diz.

Os gavetários construídos pela prefeitura são utilizados, geralmente, por pessoas que migraram para o município. “No início do ano fizemos uma reunião individual com as funerárias para que elas deem esse auxílio às famílias, fazendo contato com a prefeitura para pegar o espaço no cemitério”, informa Cunha.

Ele lembra que, desde o fim de 2017, a Justiça só permite o sepultamento após a apresentação da certidão de óbito. “Isso ocorreu porque existiam muitas famílias que se aproveitavam dos entes falecidos para continuar recebendo benefícios financeiros em nome da pessoa”.

O secretário ressalta que a intenção da prefeitura é reaproveitar os gavetários a longo prazo. “Um corpo demora, em média, de cinco a seis anos para se decompor totalmente. Então estaremos sempre atentos para a limpeza dos jazigos para que possam ser divididos os espaços”, comenta.

A possibilidade da construção de um ossário no município também vem sendo estudada a partir de modelos implantados em outras cidades. Entretanto, não há nenhum projeto para o momento, tendo em vista a possibilidade de implantação de novos gavetários.