Greve impacta médicos e empresas que funcionam no mesmo prédio do HEM

Laboratório, clínica de imagem e médicos tiveram redução de procura; serviços continuam normalmente

Greve impacta médicos e empresas que funcionam no mesmo prédio do HEM

Laboratório, clínica de imagem e médicos tiveram redução de procura; serviços continuam normalmente

A greve dos funcionários do Hospital e Maternidade de Brusque (HEM) impactou diretamente nos serviços oferecidos no mesmo prédio, mas que continuam a funcionar. O Laboratório Hoffmann, a clínica de imagem Ecomax e os consultórios médicos sentiram uma diminuição no número de pacientes por causa da paralisação.

Como o hospital está fechado, muitos deixaram de procurar os consultórios, pensando que eles também estão fechados, mas não é o caso. Tanto os médicos quanto o laboratório e a clínica de imagem apenas locam parte do prédio, mas não têm qualquer vínculo.

Os funcionários continuam a trabalhar normalmente e os serviços a serem prestados. A supervisora geral do Laboratório Hoffmann, Vanessa Lira, diz que a greve teve impacto no volume de serviço.

“Gerou muitas dúvidas de gente ligando para saber se estamos abertos. Teve gente falando que quase não veio”, afirma. A Ecomax – o antigo Centro de Imagem de Brusque (CIB) – também foi impactada negativamente. “Muita gente acha que estamos fechados”, diz a coordenadora Jeniffer Caroline Rosa Santos.

Tanto o laboratório quanto a clínica de imagem sofrem com a redução de pacientes devido à paralisação de serviços do HEM. Isso porque as pessoas que eram atendidas no pronto atendimento eram encaminhadas para exames complementares ali, quando necessários. 

Impacto nos médicos
O médico Gustavo Caon Loeff conta que vê com tristeza a situação do HEM porque ele próprio nasceu na instituição. Além disso, o pai dele, Wolney Carlos Loeff, também atua no hospital há anos.

“É duplamente ruim para mim, como médico e como integrante da comunidade”, afirma Gustavo. O principal impacto no trabalho da Cardiosafe – nome da clínica onde ele atua – é que o primeiro atendimento a um enfartado deixou de ser no hospital ao lado. Agora é preciso buscar pacientes em outras instituições.

Serviços estão normais
A supervisora geral do Laboratório Hoffmann diz que a empresa aumentou a sua presença nas redes sociais, para informar à população que está trabalhando normalmente. Vanessa Lira destaca que os exames estão funcionando normalmente.

A Ecomax também está operando normalmente, das 6h30 às 22h, reforça a coordenadora da clínica. Segundo contato informal com funcionários dos consultórios, todos os médicos estão trabalhando normalmente, apesar da greve das pessoas ligadas ao HEM.



Greve em revezamento
A greve continua e hoje completa um mês. Roniere Ferreira, membro da comissão dos grevistas, diz que, até o momento, não houve qualquer comunicação por parte do grupo Aliança, responsável pelo hospital.

Os grevistas também estão insatisfeitos com a demora da Justiça do Trabalho em pedir o bloqueio dos bens dos proprietários. “Não temos resposta do Judiciário”, lamenta. A greve continua por revezamento, porque muitos grevistas não têm condições financeiras de pagar as passagens de ônibus.

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