Homem acusado de matar a filha estrangulada em Guaramirim será julgado neste mês

Acusado teria cometido o crime por não aceitar o fim do relacionamento com a mãe da criança

Homem acusado de matar a filha estrangulada em Guaramirim será julgado neste mês

Acusado teria cometido o crime por não aceitar o fim do relacionamento com a mãe da criança

Está marcado para o dia 30 de agosto deste ano, o julgamento de Ubiratan Luis Modrock, de 39 anos, acusado de matar a própria filha, que tinha cinco anos, em Guaramirim. O crime ocorreu em julho de 2021, na casa da família, localizada no bairro Guamiranga.

A denúncia é de homicídio por motivo torpe. O homem, que confessou ter matado a filha, teria cometido o crime por não aceitar o fim do relacionamento amoroso com a mãe da criança.

Em depoimento, o acusado afirmou não suportar o sofrimento da menina com a separação dos pais. O crime também foi praticado mediante recurso que dificultou e tornou impossível a defesa da vítima, pois além de ser pega de surpresa a menina não teve forças para se proteger.

Investigações

O inquérito da morte de Evelyn Vitória Modrock, de 5 anos, que foi assassinada estrangulada pelo próprio pai, foi concluído pelo delegado Augusto Melo Brandão, da Polícia Civil de Guaramirim, onde o crime ocorreu.

Segundo o delegado, o procedimento foi finalizado na sexta-feira, 18. Três pessoas, que não tiveram os nomes divulgados, foram ouvidas pela polícia.

Os celulares dos pais passarão por perícia do Instituto Geral de Perícia (IGP), e após conclusão, o inquérito será enviado ao Fórum de Guaramirim.

O pai, Ubiratan Luis Modrock, de 39 anos, que confessou o crime, segue preso preventivamente desde o dia 13 de junho.

O crime

Evelyn Vitória Modrock foi assassinada estrangulada com uma camiseta no bairro Escolinha. A menina já estava sem sinais vitais quando os bombeiros chegaram na casa.

Conforme a polícia, a mãe da criança já havia registrado há um tempo a ameaça do pai de matar a filha e também se matar. O homem tentou se passar por vítima do crime quando a Polícia Militar chegou no local.

Segundo o delegado da Polícia Civil, Paulo Venera, o ambiente onde ocorreu o crime não apresentava vestígios de luta corporal, nem de invasão por arrombamento.

Inicialmente, Modrock alegou que na madrugada de sexta-feira, 11, para sábado um sujeito teria invadido a casa e lhe atacado com algum instrumento cortante. O que teria feito com que ele perdesse a consciência. Então, ele teria acordado apenas na manhã do sábado e constatado que sua filha havia sido morta.

Detalhes do crime

Com base no exame no local e nas lesões na vítima, realizadas com os peritos criminais e médico legista, concluiu-se que a versão do pai da criança não tinha fundamento fático probatório.

Com o passar do interrogatório ele acabou confessando que havia estrangulado a menina com uma camiseta. Segundo o delegado, ele alegou que não aguentava ver a filha sofrer devido à separação do casal.

Ainda, Modrock apresentava sentimentos de arrependimento. Porém, ainda segundo o delegado, ele parecia não estar tão abalado com o fato que cometeu. Ele tentava a todo tempo justificar a ação dizendo que o sofrimento da criança era muito grande.

Após o crime, o pai da criança utilizou uma faca para tentar se matar. Ele foi encaminhado ao hospital e posteriormente para a Delegacia, onde foi autuado por homicídio qualificado, por motivo torpe, asfixia e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Ele tem outros dois filhos já maiores.

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