ANÁLISE – Comunidade que vive no local em que barragem de Botuverá será construída sofre com falta de informações
A falta de informações aos moradores de Botuverá que vivem na região da futura barragem é preocupante. Isso ficou evidente na quinta-feira, 21, quando a prefeitura propôs e realizou uma reunião com os moradores para discutir o futuro do bairro Barra da Areia, "sede" da barragem.
O governo do estado precisa retornar a Botuverá e realizar uma audiência com os moradores para esclarecer, novamente, todos os detalhes da futura obra. A reunião mostrou, de forma nítida, que os moradores estão à deriva e com sentimento de exclusão por parte de quem será responsável pela estrutura.
Mudanças constantes
Os moradores ficaram para trás em meio às constantes mudanças relacionadas à obra. Nos últimos anos, os trâmites da barragem foram geridos pela Defesa Civil de SC, depois pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) e retornaram para a Defesa Civil.
Neste período, ainda foi cogitado repassar a estrutura para a Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc). Antes, seria uma barragem multiúso. Agora, será uma barragem seca. Mudança atrás de mudança, e os moradores ficaram sem entender nada.
Resolver urgentemente
O resultado da falta de informações é a ofensiva dos moradores, que cogitam levar a futura construção da barragem à Justiça, sob consenso do prefeito de Botuverá, Victor Wietcowsky (PP).
Para evitar o pior, o governo do estado precisa voltar a ouvir a comunidade de forma urgente. A Defesa Civil precisa ir ao bairro Barra da Areia falar com quem terá que abrir mão de suas terras e do modo de vida que há anos não muda.
Caso não faça, há risco de a barragem ser judicializada. O atraso da obra será ainda maior, proporcional ao tamanho das enchentes que atingem a região ano após ano.
Assista agora mesmo!
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