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Custo para enterrar fiação de energia de Brusque frustra planos da prefeitura, que analisa formas de viabilizar projeto

Governo municipal quer implementar experiência conhecida durante viagem à Inglaterra

A Prefeitura de Brusque estuda formas de enterrar a fiação de energia do município. A melhoria da estética é o fator principal. No entanto, o alto custo frustrou os planos. Agora, o Executivo analisa outras formas de viabilizar o projeto, talvez por meio de parceria público-privada.

Em setembro, o prefeito André Vechi (PL) e os secretários José Henrique Nascimento (Parcerias, Concessões e Convênios) e Thomas Haag (Transparência e Accountability) estiveram na Inglaterra e conheceram os benefícios da fiação subterrânea.

Ao iniciar as tratativas para enterrar os fios, a prefeitura esbarrou em entraves financeiros. De acordo com Vechi, o custo de uma obra de implantação de fiação subterrânea seria oito vezes mais elevado que manter os fios visíveis.

O prefeito garante que o projeto não está descartado. Agora cabe ao secretário José Henrique analisar outras maneiras de implantar a fiação subterrânea sem impactar significativamente os cofres públicos.

Uma das possibilidades é realizar um projeto piloto com algum empreendedor que deseja construir um loteamento em Brusque. A intenção inicial da prefeitura era enterrar os fios da região central, mas também foram encontrados problemas.

“Ficaria muito bonito, mas, por exemplo, na avenida Cônsul Carlos Renaux não seria viável, pois não há espaço. São desafios de ordem técnica, não apenas financeira”, lamenta o chefe do Executivo.

A ideia de começar pela região central buscava trazer mais vida ao comércio da Cônsul. Posteriormente, em um segundo passo da iniciativa, a prefeitura ampliaria a fiação subterrânea para outros pontos da cidade.

“A parte estética manda muito, mas há questões importantes de segurança também. O fio pode arrebentar e cair sobre algum veículo. Além disso, a manutenção é mais fácil”, comenta.

Fios obsoletos


Na Câmara de Brusque, frequentemente os vereadores criticam a quantidade de fios obsoletos sobre as calçadas, o que compromete a segurança dos pedestres. A prefeitura pretende melhorar a prestação deste serviço de remoção da fiação sem uso a partir do ano que vem.

A melhoria passa pelo projeto que pretende transformar Brusque em “cidade inteligente”, por meio de uma concessão de serviços, que inclui a iluminação pública. Na prática, uma empresa ficaria responsável por atuar com a manutenção dos postes de luz.

O Executivo estuda ainda mudar a finalidade do cargo de eletricista para que os servidores possam atuar na manutenção rotineira de fios obsoletos. Geralmente, os fios inativos são de empresas de telecomunicações. A fiscalização parte do Procon, que pode até aplicar multas pelo despejo de fios.

“Já fizemos reuniões com as empresas. Não é apenas [a prefeitura] remover os fios. Precisamos saber se estão ativos ou não e a origem deles. Caso contrário, podemos ainda receber um processo por retirar algum fio ativo”, diz o prefeito.

Apesar do poder do Procon de aplicar multas, as empresas de telecomunicações vem se colocando à disposição do Executivo para resolver os problemas. Com a boa-fé, remoções de fios obsoletos acontecem pela prefeitura com acompanhamento das empresas.


Assista agora mesmo!


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