Saiba qual é a população de Brusque por bairro
Município passou por mudanças expressivas em sua distribuição populacional
Dados atualizados da Secretaria Municipal da Fazenda de Brusque mostram que a cidade passou por mudanças expressivas em sua distribuição populacional ao longo da última década.
O levantamento detalhado por bairros revela onde o avanço demográfico foi mais intenso e onde o crescimento ocorreu de forma moderada, oferecendo um panorama claro das áreas que se tornaram polos de expansão urbana e das regiões já consolidadas.
Essas informações, segundo a prefeitura, ajudam a compreender como Brusque está se expandindo, quais bairros estão absorvendo novos moradores e como isso influencia o planejamento, a arrecadação e a oferta de serviços públicos do município.
Bairros que mais cresceram
O maior avanço proporcional foi registrado em Limeira Alta, que apresentou crescimento superior a 69% no período, passando de 1.346 habitantes em 2015 para 2.287 em 2025.
Logo atrás aparece Limeira Baixa, também com aumento acima de 69%, impulsionado por novos loteamentos e forte expansão residencial.
O bairro Planalto se destaca com crescimento próximo de 36%, enquanto Souza Cruz e São João completam o grupo dos bairros com maiores saltos populacionais, ambos acima dos 30% no período analisado.
Para a prefeitura, esses dados confirmam a tendência de expansão das áreas mais afastadas do centro tradicional, em especial no eixo norte e nas regiões de maior disponibilidade de terrenos.
Bairros que menos cresceram
Já os bairros com menores índices de crescimento são, em sua maioria, regiões consolidadas ou com pouca área disponível para expansão.
Entre os destaques de menor avanço proporcional estão Cedro Alto, o crescimento mais baixo do levantamento, com cerca de 16%, além de bairros como Santa Rita, Santa Terezinha, São Pedro e São Luiz, que registraram incrementos entre 16% e 26%.
Essas áreas, segundo a prefeitura, permanecem estáveis demograficamente, enquanto novos empreendimentos se concentram em regiões periféricas ou intermediárias.
Expansão na região da Limeira
A reportagem questionou a administração municipal sobre as razões das diferenças no ritmo de crescimento, o impacto sobre investimentos públicos e os ajustes previstos no planejamento urbano.
Em resposta, a Secretaria de Planejamento Urbano (Seplan) afirma que a forte expansão em Limeira Alta e Limeira Baixa resulta de fatores estruturais e econômicos.
Segundo o órgão, “o avanço da mancha urbana a partir do bairro Santa Terezinha, impulsionado por grandes empreendimentos de parcelamento do solo, resultou na criação de uma nova malha viária e na consolidação de Limeira Alta e Limeira Baixa como bairros urbanos, oficializados em 2015”.
A Seplan explica que o acesso, ainda limitado, mas estratégico, à rodovia Antônio Heil contribuiu para a valorização da área. O preço mais acessível da terra também atraiu empreendimentos voltados às famílias de renda média e baixa, acelerando o processo de densificação.
Em contraste, os bairros centrais têm pouco espaço para expansão, com altos valores de imóveis e terrenos.
De acordo com o órgão, “essas áreas apresentam vazios urbanos subutilizados, onde o valor imobiliário elevado dificulta novos investimentos, especialmente voltados à habitação de renda média-baixa”.
Dados para orientar investimentos
O secretário da Fazenda, Guilherme Ouriques, afirma que o crescimento populacional é um dos indicadores considerados pela prefeitura na hora de definir prioridades de infraestrutura.
Ele explica que os dados ajudam a identificar onde a demanda vai aumentar, porém outras variáveis também influenciam as decisões, "como a população já instalada, a necessidade de garantir acesso a vias estratégicas, o custo de oportunidade e a viabilidade técnica de cada intervenção".
Atualizações previstas
Questionada, a Seplan confirma que o Plano Diretor aprovado em 2024 já incorpora diretrizes para lidar com a expansão recente. O órgão lembra que o município criou a Comissão Técnica Especial Permanente de Acompanhamento e Implementação do Plano Diretor, responsável por monitorar e propor revisões contínuas.
A secretaria afirma que o Plano Diretor foi concebido como um instrumento dinâmico, capaz de responder às transformações territoriais e socioeconômicas que ocorrem no município.
Impactos do crescimento desigual
Por fim, o secretário da Fazenda explica que o ritmo diferente de crescimento entre os bairros não altera de forma significativa a arrecadação municipal.
Segundo ele, “a desigualdade do crescimento populacional entre bairros não necessariamente afeta questões de arrecadação, ao menos não é um fator que parece ser relevante em nossas análises”.
O impacto, porém, aparece nos gastos. Ouriques afirma que o desequilíbrio pode gerar "aumentos nos custos do município quando os bairros que crescem muito exigem mais infraestrutura e serviços da prefeitura, que acaba tendo que fazer mais investimentos”.
Veja a tabela completa
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