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Secretário de Defesa Civil de SC esclarece dúvidas de moradores sobre a obra da barragem de Botuverá

Edital de licitação foi publicado nesta semana

O secretário de Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina, Mário Hildebrandt, esclareceu, nesta quarta-feira, 17, dúvidas relacionadas à barragem de Botuverá. Moradores do bairro Barra da Areia, local de construção da barragem, têm medo dos efeitos da implantação da estrutura. Mário esteve em Brusque nesta quarta e concedeu entrevista ao jornal O Município.

O edital de licitação para atualização de projetos e execução da obra foi publicado nesta terça-feira, 16. Trata-se de regime de contratação integrada, em que a empresa que vencer a licitação irá revisar os projetos da obra.

A obra será executada com recursos próprios, do Fundo Estadual de Proteção e Defesa Civil (Funpdec). O investimento é de R$ 156,5 milhões. Serão 30 meses de contrato, sendo seis para atualização de projetos e 24 para execução da obra.

Nova estrada no Barra da Areia


Um dos receios dos moradores é a falta de acesso às suas residências após a construção da barragem. A área do reservatório será tomada pela água do rio Itajaí-Mirim, e vai inundar a estrada-geral Barra da Areia.

Os moradores terão outra opção de acesso, em uma estrada alta, mas precisarão passar por um caminho mais longo para ir de suas casas em direção ao Centro e vice-versa, por exemplo. Mário afirma que a atualização dos projetos visa contemplar a região com uma nova estrada.

“Estamos atualizando o projeto e serão analisados novos caminhos e novas possibilidades. Há um desafio em relação à estrada. O projeto atual não prevê esta questão da alteração [de rota]. Estamos buscando esse novo caminho”, comenta.

A Defesa Civil realizou visitas na região e analisa que uma via utilizada para retirada de madeira pode ser melhorada para se tornar opção à comunidade. A estrada não será pavimentada, assim como a atual estrada-geral não é, mas passará por melhorias.

Suposta pressão para venda de terrenos


Em agosto, durante reunião entre os moradores e a prefeitura, os proprietários de terrenos que ficam dentro da área que a barragem vai afetar relataram sofrer pressão da Defesa Civil do estado para vendê-los a baixo custo.

O secretário nega qualquer tipo de pressão e diz que sequer houve documentos informando valores. O que houve, segundo Mário, foi uma especulação de preços, mas sem nenhuma tratativa relacionada à venda.

“A Defesa Civil nunca fez pressão. Creio que este é um movimento equivocado, de dois ou três, que virou um movimento político, que não é da maioria dos moradores. Não passamos nenhum valor definitivo”.

Moradores da área do canteiro de obras já foram indenizados. Mário relata que um deles questionou o preço pago pela Defesa Civil na Justiça. Porém, conforme o secretário, a avaliação que consta na própria ação judicial demonstrou que o preço pago foi maior do que o orçamento realizado no processo.

“Temos obrigação de indenizar todos os proprietários seguindo o valor de mercado. Vamos fazer desta forma. Há um cuidado para não depreciar o imóvel de ninguém”, finaliza.


Assista agora mesmo!


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