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Vazamentos e rompimentos na rede de água: o que causa os problemas recorrentes em Brusque

Samae possui equipe que atua na detecção de vazamentos que atua para minimizar danos

No dia 13 de maio, um rompimento na rede do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de Brusque interditou uma ponte localizada na rua Botuverá, no bairro Dom Joaquim. Os reparos causaram transtornos no trânsito e no abastecimento da região. A partir disso, o jornal O Município conversou com Breno Neves, diretor-presidente do Samae, para entender como funcionam as ações de prevenção desses problemas.

Breno explica que os principais fatores que contribuem para o rompimento das redes são o excesso de pressão interna na tubulação, movimentações no solo decorrentes de cargas excessivas ou vibrações constantes, sobrepeso de veículos que trafegam sobre a via, além do envelhecimento das tubulações.

“Em áreas urbanas, é comum a ocorrência de falhas na rede de drenagem pluvial. O rompimento dessas estruturas pode provocar o arraste do material de base e sub-base do pavimento, resultando em crateras na via. A gravidade do dano está geralmente associada ao diâmetro da tubulação. Além disso, obstruções na rede de drenagem são recorrentes, principalmente devido ao descarte inadequado de resíduos em vias públicas e cursos d’água”, diz.

Equipe na prevenção de rompimentos


Quando a rede rompeu no Dom Joaquim, Breno afirmou à reportagem que a situação era inevitável e não havia como preveni-la. Atualmente, o Samae conta com uma equipe que utiliza equipamentos para detectar vazamentos, além de um sistema que permite a identificação de alterações no consumo — indício de um possível vazamento oculto.

Ele afirma que, na época do rompimento na ponte, a equipe não estava atuando no município.

“Em casos suspeitos, a equipe é acionada para encontrar possíveis vazamentos ocultos, ou seja, quando a água não aflora à superfície, como foi o caso de Dom Joaquim. Também estamos na fase final de implantação de um software com tecnologia de inteligência artificial para monitoramento contínuo de vazamentos e falhas na rede”, detalha.

O diretor afirma que o tempo de atuação do Samae depende da gravidade do caso, mas que vazamentos expressivos são sempre priorizados. Em média, o tempo entre a detecção e a conclusão do reparo é de aproximadamente quatro horas.

As áreas em que a rede de água é mais antiga são monitoradas com mais atenção pelo Samae, uma vez que há registros frequentes de vazamentos. Um exemplo citado por Breno é a rua Florianópolis.

Para esses trechos antigos, o diretor informa que estão sendo realizados estudos para a substituição da rede, com prioridade nos pontos mais críticos. Porém, essa mudança deve ocorrer de forma gradual. Até o momento da publicação, não havia um cronograma definido, pois o Samae ainda estava adquirindo os materiais necessários para as ações.

“Buscamos materiais com maior resistência à pressão, adequados às condições operacionais da cidade. As áreas com pressão elevada receberão esses novos materiais, visando à melhoria da durabilidade e segurança da rede”, diz.


Assista agora mesmo!


Desenvolvedor de Guiné-Bissau, na África, conheceu Brusque após contato no LinkedIn:


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