Ivan Martins: “a saúde é prioridade só em época de eleição”

Vereador criticou ex-prefeitos e cobrou de Jonas Paegle que trabalhe pela melhoria nos atendimentos

Ivan Martins: “a saúde é prioridade só em época de eleição”

Vereador criticou ex-prefeitos e cobrou de Jonas Paegle que trabalhe pela melhoria nos atendimentos

O vereador Ivan Martins (PSD) criticou a atuação do poder público municipal na área de saúde, na sessão desta terça-feira, 14, da Câmara de Vereadores.

O parlamentar disse que, ano após ano, as pessoas continuam esperando muito tempo por consultas, exames e cirurgias.

“A prioridade para a saúde é apenas em época de eleição. Quando parte para a prática temos visto que todos [os governos] têm deixado a desejar no atendimento”, afirmou o vereador.

“Durante o processo eleitoral todos dão prioridade para a saúde. Quando assume o governo, aí vem as negativas, dizendo que não tem remédio, que comprou e a empresa não entregou”, discursa Martins.

Ele ainda disse que governos anteriores “se gabavam” de gastar mais do que o mínimo exigido na saúde, que é de 15% da receita do município.

“Mas a grande parte é para salário de funcionários, não é para comprar remédio, para dar consulta, para fazer cirurgia”, afirma.

O parlamentar também criticou o número de funcionários efetivos da pasta, considerado muito alto.

“De 2009 para cá foram feitos concursos públicos que incharam a prefeitura de uma forma que quase inviabilizou as administrações posteriores”.

Por fim, Martins cobrou do governo do prefeito Jonas Paegle que ponha em prática o discurso de campanha e ao menos minimize o tempo de espera por atendimento na rede pública.

O vereador Marcos Deichmann (PEN) também fez pronunciamento no mesmo sentido. Segundo ele, apesar da infraestrutura precária ser um grande problema para os moradores, a deficiência no atendimento em saúde é mais grave.

“Hoje, um buraco na rua, devidamente sinalizado, ninguém vai sofrer. Mas a questão de medicamentos, consultas, não tem como ficar adiando, isso tem que ter uma resposta imediata”, disse Deichmann.

“Sabemos que tem a questão burocrática, mas acho que tem que ter uma atenção especial”.

 

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