Jogadores do Brusque comentam passagens pelo Corinthians

O técnico Pingo e os volantes Carlos Alberto, Mineiro e Boquita já estiveram pelo Parque São Jorge defendendo o Timão

Jogadores do Brusque comentam passagens pelo Corinthians

O técnico Pingo e os volantes Carlos Alberto, Mineiro e Boquita já estiveram pelo Parque São Jorge defendendo o Timão

Vestindo a camisa do Corinthians, três jogadores e o técnico do Brusque conquistaram uma Copa do Brasil, dois Paulistas e um Brasileirão Série B – porém, em períodos diferentes da história do Timão. Curiosamente, todos os quatro atuaram como volantes na equipe. Hoje, eles defendem a equipe brusquense e terão pela frente o antigo clube. O técnico Pingo e os volantes Carlos Alberto, Mineiro e Boquita já estiveram pelo Parque São Jorge defendendo as duas cores do Timão.

Agora suas camisas têm quatro cores e nesta quarta-feira, pela segunda fase da Copa do Brasil, seus objetivos serão o de conquistar uma classificação heroica e histórica para o Bruscão. Os times jogam a partir das 21h45 no estádio Augusto Bauer, presencialmente para 4 mil pessoas, mas para milhões de torcedores em todo o Brasil pelas transmissões em televisão, rádio e internet.

Da base ao profissional

Do quarteto, ninguém tem mais identificação com o Timão do que Rafael Aparecido da Silva, o Boquita. Apesar de ter começado no futebol em 2004 pela Portuguesa, naquele mesmo ano, aos 14, ele foi transferido para a base do Corinthians.

O auge da sua carreira foi em 2009, ano que ele guarda com carinho. Boquita foi campeão da Copa São Paulo de Futebol Junior usando a camisa 10 da equipe, e ascendeu aos profissionais do Timão. Teve a honra de jogar com Ronaldo Fenômeno naquela temporada e conquistar com o elenco adulto os títulos do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil. “Foi meu melhor momento no futebol, e ter a oportunidade de dividir o campo com o Ronaldo foi muito bom para mim”, diz.

Agora atleta do Bruscão, ele comenta sobre a importância da partida. “É um jogo bom para o time e também para a cidade. A chave para a gente conseguir a classificação é se dedicar e fazer o que já viemos fazendo nas partidas, porque os resultados estão aparecendo”.

O auge da carreira

O ‘pulmão’ do Brusque, Carlos Alberto é um carioca muito catarinense. Apesar de ter nascido na capital fluminense, iniciou a carreira no Joinville, e dali passou por diversos clubes do estado como Marcílio Dias, Figueirense e Metropolitano.

Com 39 anos e um dos mais experientes do elenco, o volante está há quase três anos no Bruscão. Ajudou o time na campanha da série B estadual e agora vive um dos momentos mais importantes da história do clube. Mas teve seu momento de maior visibilidade na carreira justamente no Corinthians, há dez anos.

Com o Timão, foi campeão da Série B ajudando a equipe a subir para a primeira divisão. Não só por isso caiu nas graças da torcida Fiel, mas também foi responsável por eliminar o Palmeiras na Sul-Americana de 2010 quando defendia o Goiás. Experiente, ele crê que poderá até mesmo marcar contra o Corinthians e eliminar mais uma equipe paulista em competição mata-mata. “Espero na quarta-feira fazer mais uma história classificando a equipe para a terceira fase da Copa. Dá pra marcar contra o Timão sim, agora é focar e buscar a vitória”, diz.

Passagem relâmpago

Pingo e Mineiro sempre foram atletas fundamentais em todos os clubes que passaram. Contudo, tiveram a indigesta missão de disputarem vaga no meio com galáticos. No caso do hoje técnico, que chegou no Parque São Jorge em 1999, ele lutava por espaço em um time com Rincon, Vampeta, Amaral, Marcelinho Carioca, entre outros atletas que levaram o Timão a ser multicampeão nos anos seguintes. Sem espaço, jogou pouco e logo foi para o Paraná.

Situação idêntica aconteceu com Mineiro. Depois de fazer sucesso na Portuguesa Santista, chamou a atenção do Timão e foi contratado em 2012. Mas naquela equipe, disputava vaga com Ralf, Paulinho, Douglas e Danilo, no elenco que foi, naquele ano, campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes. Teve a oportunidade de ser treinado por Tite, hoje técnico da Seleção Brasileira, antes de ser transferido para o Santo André.

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