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Jonas Paegle veio para Brusque após se formar e construiu carreira na medicina e na política

Especialista em clínica geral e medicina do trabalho trabalha há 48 anos na cidade

Jonas Paegle, clínico geral e especialista em medicina do trabalho, tem uma longa trajetória na medicina e na política brusquense. Ex-prefeito da cidade, ele nasceu no Sul do estado, foi criado na Serra e estudou na capital antes de receber uma oportunidade para morar e trabalhar em Brusque, onde construiu sua carreira.

Doutor Jonas é o sexto médico de Brusque há mais tempo com o registro ativo no Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina.

Jonas, 77 anos, é natural de Criciúma, mas foi criado em Urubici, onde ficou até completar 11 anos, quando seu pai o levou para estudar no Colégio Catarinense, um dos mais tradicionais de Florianópolis.

Ele completou o ginásio (atualmente ensino fundamental) no Catarinense e depois fez o científico no Dias Velho, uma escola estadual. No terceiro ano do que corresponde atualmente ao ensino médio, ele começou a se preparar para prestar vestibular para Medicina na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Ele e o irmão, que cursou Engenharia, moravam juntos por anos em uma casa no bairro Estreito, região continental de Florianópolis, e depois, quando iniciou a residência médica no Hospital Celso Ramos, morou na própria unidade por dois anos.

Chegada a Brusque

Depois de se formar em 1972, Jonas realizou um curso para se especializar em medicina de trabalho no CRM e, por isso, uma oportunidade surgiu para ele vir para Brusque, onde o seu irmão, formado em Engenharia, já estava instalado, trabalhando na Fischer.

“Aqui em Brusque, eles estavam precisando de um médico do trabalho para a Schlösser, era uma exigência da legislação da época”.

Foi então, em 1975, que Jonas iniciou sua longa trajetória na cidade. Sua primeira casa era no Centro e, depois de se casar, se mudou para o Jardim Maluche, onde vive até hoje. Além do ambulatório da Schlösser, ele passou a atender por um tempo na Zen, na Renaux, no Hospital Azambuja, a convite do padre Nélio, no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústria de Fiação, Malharia, Tinturaria, Tecelagem e Assemelhados (Sintrafite) e na Maternidade.

A demanda era tanta que, depois de algum tempo, Jonas precisou abrir mão de alguns serviços. “Fiquei no Azambuja, no sindicato e também fiz o concurso para ser perito no INPS (Instituto Nacional de Previdência Social, atual INSS). Me aposentei lá após 25 anos de trabalho, porque era um trabalho insalubre. Tinha que entrar nas fábricas com aparelho auditivo, máscara por causa da tinturaria”, lembra.

“Até hoje, tenho muito movimento aqui no meu consultório devido ao bom relacionamento que eu tenho com as pessoas”, destaca | Foto: Bruno da Silva/O Município

No Hospital Azambuja, Jonas foi responsável por um período pela parte clínica. Ele destaca que, durante esse tempo, o hospital avançou em vários setores. “Veio a tomografia, ressonância, endoscopia, tomografia e também fundamos a primeira Unidade de Tratamento Intensiva”.

Jonas também trabalhou no Detran substituindo José Celso Bonatelli, que era seu companheiro de trabalho no sindicato e teve que se afastar do cargo para concorrer à eleição para prefeito em 1982.

Entrada na política

A primeira experiência política de Jonas foi justamente em 1982. Ele conta que entrou como vice na chapa de Eloi Luiz Dadam mesmo contra sua vontade. “Perdemos a eleição, mas continuei trabalhando na profissão. Fiquei um tempo sem interesse na política, não queria mais saber. Já tinha um consultório aqui anexo ao Hospital Azambuja e continuei atendendo”.

Jonas tinha uma rotina ainda bastante agitada e atendia até o início da madrugada e, em um dia de trabalho normal no ano 2004, por volta da 0h, o ex-prefeito Ciro Roza apareceu no consultório para convidá-lo para se candidatar a vereador.

Jonas foi eleito duas vezes vereador e foi prefeito entre 2017 e 2020 | Foto: Thayse Machado/Arquivo O Município

Ele cumpriu dois mandatos como vereador e, em 2012, foi candidato a vice-prefeito de Ciro Roza, mas eles acabaram perdendo a eleição para Paulo Eccel.

Quatro anos depois, Jonas voltaria a ser candidato a vereador, mas teve que substituir Ciro, por risco de inelegibilidade, e saiu como candidato a prefeito. Ele lembra que, desde que assumiu o compromisso na cabeça de chapa, sentiu que venceria. “Fecharam vários grupos, pessoas que me admiravam como médico e eu tinha esse sentimento. Eu e o Ari ganhamos a eleição em 20 dias”.

Relacionamento de confiança com os pacientes

Por causa dos compromissos como prefeito, Jonas se afastou um pouco do exercício da medicina por um tempo, mas, após quatro anos no comando da cidade, voltou a atender no consultório e no Detran.

Assim como Jonas, várias pessoas na família seguiram o caminho da medicina, o que é motivo de orgulho para ele pelo que dá à profissão. Nesses quase 50 anos trabalhando em Brusque, ele destaca que criou uma boa relação com muitos pacientes na região, o que é uma recompensa do seu trabalho que ele guarda no coração.

“Na UTI, atendemos todo tipo de público e fazíamos o nosso melhor para todos”, lembra. “No consultório, tem famílias que eu atendi o bisavô, o avô, o pai e o filho, de vários bairros de Brusque e de outras cidades da região, como Botuverá, Guabiruba, Nova Trento, Major Gercino, Cabelinho, Itajaí… Criamos uma amizade que eu celebro. Até hoje, tenho muito movimento aqui no meu consultório. Acho que isso é devido ao bom relacionamento que eu tenho com as pessoas”.


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