Moradores da rua Alois Moritz reclamam que não foram informados sobre retirada dos canteiros

Impasse entre a comunidade e a prefeitura era antigo; ilhas foram retiradas no dia 26 de maio

Moradores da rua Alois Moritz reclamam que não foram informados sobre retirada dos canteiros

Impasse entre a comunidade e a prefeitura era antigo; ilhas foram retiradas no dia 26 de maio

Após a Prefeitura de Brusque divulgar a retirada dos canteiros da rua Alois Moritz, no bairro São Luiz, alguns moradores entraram em contato com o jornal O Município. Eles relatam que não foram comunicados sobre a decisão, mesmo após uma reunião com os vereadores e o diretor de Trânsito onde apresentaram os motivos para que as ilhas fossem mantidas.

Os canteiros, que serviam como divisores da pista, foram retirados na quinta-feira, 26. Em nota, a Prefeitura de Brusque informou que as árvores que estavam no local eram exóticas, ou seja, não pertencem à mata nativa. Por esse motivo, elas foram removidas e plantadas novamente no Parque Zoobotânico.

Lajotas foram colocadas nos espaços ocupados pelos canteiros, seguindo o padrão da rua. A prefeitura informou ainda que a rua continuará com mão dupla.

Argumentação dos moradores

O encontro para debater a situação da rua ocorreu no início deste ano, na Câmara de Vereadores, e reuniu alguns parlamentares, moradores a favor e contra os canteiros. Na oportunidade, os dois lados expuseram argumentos e deram sugestões para resolver a situação. Na época, a prefeitura informou que analisaria o cenário para encontrar uma forma de resolver o problema.

Para a comunidade da rua Alois Moritz, além de proporcionar um charme único para a via, os canteiros também tinham a função de forçar os motoristas a reduzirem a velocidade.

Outro fator analisado por eles era a segurança para trafegar na via. Como se trata de uma rua com muitas residências, há muitas famílias com crianças no espaço. Os moradores afirmam que como os carros eram obrigados a reduzirem a velocidade, eles sentiam mais segurança na hora de atravessar a rua.

Segundo Alexandre Olinger, a comunidade chegou a sugerir algumas alternativas para evitar a retirada das estruturas. Entre as opções estava a proibição do tráfego de caminhões. “A melhor opção seria proibir o estacionamento, mas entendemos que não tem como”, pontua.

O morador conta que na quarta-feira um caminhão chegou no local para iniciar o trabalho. Algumas pessoas questionaram os servidores e foram informadas sobre a decisão da prefeitura. Não houve comunicado ou discussão. Achamos até que a hipótese estava descartada devido à falta de retorno”.

Justificativas para retirada

No entanto, alguns moradores eram contrários à permanência das estruturas. Além deles, quem também tinha interesse em retirar as ilhas eram as pessoas que usam a rua para trafegar com carro ou caminhão.

De acordo com o vereador Andre Vechi (DC), entre as reclamações da comunidade, a mais frequente era a falta de espaço para os veículos passarem, já que além dos canteiros, a via também tem espaço para estacionamento.

Com isso, muitos eram forçados a andarem na contramão. Ele também foi comunicado que muitos espelhos de carros eram arrancados e outros apareciam com arranhões. Por ser uma via de mão dupla, ela é considerada ideal para quem precisa fazer o retorno, já que as outras ruas nas proximidades são em sentido único ou muito estreitas.

“Boa parte de quem usa para estacionar é morador, visitante, ou do Tiro de Guerra. Os moradores da rua tem dificuldade para chegar no prédio, e precisam pegar a contramão para conseguir entrar ou trafegar”, diz.

O vereador explica que quando a rua foi construída havia uma outra realidade e que na época era apenas uma via residencial. No entanto, ele diz que a cidade cresceu e se desenvolveu e que “não pode penalizar todos que pegam a rua, pois é uma via larga para cruzar as ruas Felipe Schmidt e Otto Renaux”.

Alternativas para via

Entre as alternativas apresentadas durante a reunião para solucionar o problema seriam a proibição do estacionamento, em pelo menos um lado da via ou completamente; transformar a rua em mão única; ou ainda proibir a passagem de caminhões pelo local. Nesta alternativa, seriam permitidos apenas o caminhão para abastecer o gás nos prédios e o de lixo.

André pontua que os moradores favoráveis aos canteiros reconheceram a dificuldade que os caminhões passavam para usar a via.

O diretor de Trânsito de Brusque, Renato Bianchi diz que foi avisado que a Secretaria de Obras iria retirar os canteiros da rua para melhorar a fluidez. “A prefeitura ficou de ver uma solução, mas a única solução era tirar o canteiro”, diz. Segundo ele, como faltam vagas nos prédios, boa parte dos moradores deixa o segundo carro na via.

“Alguns moradores pediram para conversar com o pessoal do Tiro de Guerra e pedir para não estacionar na via, mas não posso fazer isso. Se é permitido estacionar, não posso proibir eles”. Por fim, Renato afirma que este era um impasse antigo entre os moradores e a prefeitura.


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