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Organização da carreata de São Cristóvão, de Guabiruba, questiona aplicação de multas

Dez dos 1.270 motoristas foram penalizados pela Polícia Militar; prefeitura pede tolerância

Organização da carreata de São Cristóvão, de Guabiruba, questiona aplicação de multas

Dez dos 1.270 motoristas foram penalizados pela Polícia Militar; prefeitura pede tolerância

Um mês após a carreata de São Cristóvão, da Festa dos Motoristas de Guabiruba, alguns condutores começaram a receber multas por infrações cometidas durante a procissão.

A situação gerou um descontentamento entre os participantes e a organização. Por isso, na sessão da Câmara de Vereadores de terça-feira, 5, Thomaz Evandro Nuss e Fausto Rian Kohler, organizadores do evento, estiveram presentes para falar sobre o assunto.

Nuss relata que na edição do ano passado já havia ocorrido o mesmo problema, mas os organizadores conversaram com o comando da Polícia Militar e as multas foram retiradas.

No entanto, neste ano houve novamente notificações aos motoristas durante a procissão. “Ficamos felizes que a PM se fez presente em nosso evento, até mesmo para nos dar mais segurança, mas o que nos entristece é não haver uma tolerância durante um momento único e tão marcante para as pessoas”, diz.

Segundo o organizador, foi realizado um contato prévio com a polícia, inclusive para pedir autorização e apoio durante o trajeto entre o Centro e o Aymoré.

Na reunião foi falado sobre os casos comuns, como o uso do celular para fotografar a procissão, principalmente durante a bênção dos veículos, já na capela. “Acho que deveria haver um bom senso por parte dos policiais. Tivemos 1.270 veículos, a maior procissão da história, e não queremos acabar com essa tradição devido às multas aplicadas”, avalia Nuss.

Kohler conta que desta vez a comissão organizadora procurou os vereadores e a prefeitura para auxiliarem com o assunto. A Câmara, inclusive, se comprometeu a emitir nota de repúdio nesta semana.

Ação enérgica
O prefeito Matias Kohler acredita que é necessário um certo grau de tolerância, já que as procissão são tradicionais e têm grande apelo popular. “O que ocorreu nesses últimos dois anos foi uma ação enérgica por parte da Polícia Militar”, avalia.

Para ele, a PM deve sim cumprir a lei, mas de maneira tolerável, pois os motoristas que participam das procissões vão movidos pela fé.

“Não queremos gerar atrito, mas queremos que a tradição seja mantida a partir do bom senso. Se houve exageros que colocaram vidas em risco, deve sim ser penalizado”, diz.

Na próxima semana, o prefeito pretende fazer um encontro com o comando da PM para entender a situação e saber o que pode ser feito.

Casos pontuais
O comandante do grupamento da Polícia Militar de Guabiruba, sargento Weverton Martins Brandão, afirma que houve tolerância por parte dos policiais. Entretanto, em alguns casos pontuais as infrações não puderam passar despercebidas.

Ele afirma que foram feitas dez notificações, por transporte de criança no colo do motorista, uso de celular na direção e falta de cinto de segurança pelo condutor.

“Essas são situações que não dá para relevar, pois coloca em risco o próprio motorista e a vida de terceiros, até porque estão na direção de veículos que pesam toneladas e, por mais devagar que seja a velocidade, podem causar um grande prejuízo”, explica.

Segundo o sargento, durante o encontro prévio com a organização, a organização foi orientada a informar aos participantes quais seriam os limites. “A Polícia Militar não tem como passar em cada veículo para fazer essa orientação”.

Brandão acrescenta que as notificações foram feitas durante o trajeto da carreata, em que o celular, por exemplo, estava sendo utilizado de forma aleatória, e não apenas para fotografias.

“De qualquer maneira, se quer registrar o momento, é possível pedir para a pessoa que está acompanhando. E, se for analisar a quantidade de notificações para o tanto de participantes, é uma porcentagem muito pequena”, diz.

 

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