El Niño volta à pauta dos meteorologistas e reacende risco de enchentes
Modelos projetam aquecimento no Pacífico em 2026, elevando a atenção para eventos extremos
Modelos climáticos avaliados pela MetSul Meteorologia, sediada em Porto Alegre (RS), sob análise dos meteorologistas Estael Sias e Luiz Fernando Nachtigall, indicam a possibilidade de retorno do fenômeno El Niño a partir do outono de 2026.
Embora ainda seja prematuro confirmar sua intensidade, os especialistas destacam que a projeção exige atenção, sobretudo diante dos impactos observados quando esteve em atuação no último evento.
O episódio de 2023–2024, conforme destaca a MetSul, esteve ligado às enchentes catastróficas no Rio Grande do Sul e às ondas de calor excepcionais no Centro-Oeste do Brasil, que por consequência resultaram em um alto número de queimadas.
El Niño no Vale do Itajaí
Nesse contexto, o Vale do Itajaí também sofreu com sucessivas cheias.
Em Brusque, o rio Itajaí-Mirim atingiu 8,96 metros em novembro de 2023, configurando, pois, uma das maiores enchentes da história recente do município.
Possível El Niño a partir do outono
Atualmente, em dezembro de 2025, o oceano Pacífico está sob influência de uma fraca La Niña, mas, segundo Sias e Nachtigall, a tendência é que o fenômeno perca força no início de 2026.
Com efeito, os modelos internacionais apontam para um novo aquecimento das águas, que poderia instalar o El Niño no fim do outono ou durante o inverno do próximo ano.
El Niño e seus impactos
O possível retorno preocupa porque altera de forma significativa o regime de chuvas na América do Sul.
Frentes frias mais frequentes, sistemas de baixa pressão persistentes e um corredor contínuo de umidade costumam provocar precipitações acima da média no Sul do Brasil.
Diante disso, a MetSul adverte que, mesmo sem repetir 2024, um novo El Niño pode agravar o risco de enchentes, sobretudo em cenário de aquecimento global já responsável por intensificar episódios extremos.
Evolução sob monitoramento
Por fim, os meteorologistas reforçam que é prematuro prever a intensidade do fenômeno caso ele se confirme.
Novas atualizações devem então trazer maior clareza nos próximos meses, à medida que os modelos de longo prazo incorporarem novos dados atmosféricos.
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O tempo na madrugada
Dando sequência à edição desta quarta-feira, a pauta segue com as informações relacionadas ao tempo.
Agora, o destaque é o monitoramento realizado durante a madrugada, abrangendo toda a região brusquense.
A tabela abaixo apresenta o levantamento das temperaturas mínimas registradas logo após o amanhecer de hoje, correspondentes a cada local indicado em vermelho.
A apuração também revela que não foram registradas chuvas no período entre meia-noite e as primeiras horas do dia, conforme indicado nos campos em azul.
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