Florianópolis tem recorde de 5 mi e quer rotas para Itália e França
Com alta de 32% no fluxo para o exterior, Aeroporto de Florianópolis rompe recorde histórico e entra no radar de novas rotas europeias após abertura de escritório consular italiano no estado
Santa Catarina vive um momento sem precedentes em sua conectividade aérea. O Aeroporto Internacional de Florianópolis encerrou o ano de 2025 com uma marca histórica: pela primeira vez, o terminal ultrapassou a barreira dos 5 milhões de passageiros em um único ano.
Sob a gestão do grupo suíço Zurich Airport, o crescimento foi sustentado por uma explosão no segmento internacional, que registrou 1,2 milhão de passageiros, uma alta de 32% em comparação ao ano anterior. Este desempenho consolida Florianópolis como o terceiro maior portal de entrada de estrangeiros no Brasil, ficando atrás apenas dos gigantes aeroportos de Guarulhos (SP) e Galeão (RJ).
O salto começou a ganhar tração em 2024, quando o volume de voos para o exterior quase triplicou. A estratégia foi ancorada em rotas de alto impacto: a ligação com o Panamá pela Copa Airlines, que abriu as portas para a América do Norte e Caribe, e o voo direto para Lisboa pela TAP Air Portugal, que conectou o estado ao continente europeu. É o único aeroporto na região sul com rota direta à Europa.
“A marca de 5 milhões de passageiros reforça Florianópolis como destino relevante no cenário global e reflete o trabalho constante de planejamento e alta performance operacional”, destaca Ricardo Gesse, CEO da Zurich Airport Brasil.
Diplomacia e novas fronteiras: Itália e França no radar
Se os números atuais impressionam, o futuro próximo promete ser ainda mais ambicioso. O estado de Santa Catarina tem liderado uma ofensiva diplomática para estreitar laços com potências europeias. Em encontro recente, o governador Jorginho Mello recebeu o embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, para oficializar a instalação de um escritório consular em Florianópolis — um passo administrativo crucial que pavimenta o caminho para demandas de transporte direto.
A criação de uma rota entre Santa Catarina e a Itália entrou oficialmente na pauta das discussões. O argumento é sólido: além dos fortes laços culturais e da imensa comunidade de descendentes de italianos no estado, há um fluxo de negócios e turismo que justifica uma conexão direta. Paralelamente, o governo catarinense mantém a França sob monitoramento estratégico, buscando ampliar a malha que hoje já conta com Lisboa como porta de entrada europeia.
Impacto na economia
Atualmente, o aeroporto opera cinco rotas internacionais regulares: Buenos Aires (Ezeiza e Aeroparque), Santiago, Panamá e Lisboa. Somadas às oito rotas domésticas, elas formam um ecossistema que alimenta não apenas o turismo de lazer, mas o setor de tecnologia, a indústria e o comércio exterior de Santa Catarina.
Com a infraestrutura provando sua capacidade de carga e demanda, a pergunta não é mais "se" novas rotas transatlânticas virão, mas "quando". O recorde de 5 milhões de passageiros é o cartão de visitas que Santa Catarina precisava para sentar à mesa das grandes companhias aéreas mundiais e dizer: o estado está pronto para o próximo salto.