Jogo em que Anápolis teve 12 atletas em campo pode ser anulado; como isso afeta o Brusque
Julgamento do STJD será realizado nesta sexta-feira; quadricolor pode ter mudança em ordem de confrontos ou outro adversário
A Série C do Campeonato Brasileiro corre risco de ser paralisada por causa de um erro ocorrido em Anápolis 2×0 Guarani, pela 13ª rodada, quando o time goiano teve 12 jogadores em campo. O Bugre pede a impugnação da partida por erro de direito da arbitragem, a depender de decisão do Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) no julgamento desta sexta-feira, 5. A solicitação formal do clube paulista foi realizada em 23 de julho.
Desta forma, dependendo da decisão do STJD, há possibilidade de o jogo ser realizado novamente. Neste caso, a CBF poderá paralisar a competição até que um novo confronto entre Anápolis e Guarani seja realizado, para então verificar o desfecho de primeira fase.
Aos 25 minutos do segundo tempo, quando o Anápolis já vencia por 2 a 0, Igor Cássio substituiu João Celeri no time goiano. Igor Cássio entrou em campo, mas Celeri não saiu, fazendo com que o Anápolis ficasse com 12 jogadores.
O jogador ainda afastou uma bola alçada na área em cobrança de escanteio. Logo depois, o árbitro parou a partida, aplicou o cartão amarelo a João Celeri por permanecer em campo e o mandou ao banco de reservas. O atacante do Anápolis ficou em campo de forma irregular por cerca de dois minutos.
Quem se preocupa mais
Os principais interessados no caso são Guarani, Anápolis e CSA. Se a partida for refeita, o Guarani pode vencer o Anápolis por dois gols de diferença e chegar à quinta posição, ultrapassando o São Bernardo. Desta forma, o Bugre sairia do grupo em que está na segunda fase atualmente, com Náutico, Ponte Preta e Brusque. Guarani e São Bernardo trocariam de grupo.
Se o Guarani vencer por um gol de diferença ou empatar, a situação não muda no G-8, mas o Z-4 teria modificações. Se o Anápolis não vencer o Guarani em um eventual novo jogo, será rebaixado à Série D, e o CSA se salvaria.
Uma nova vitória do Anápolis não traria alterações aos destinos dos clubes, a não ser numa diferença de três gols ou mais. Isto colocaria o Guarani na oitava posição e o Floresta na sétima, trocando as equipes de grupo.
Como isso afeta o Brusque
Se Anápolis 2×0 Guarani for anulado, um novo confronto entre as equipes traz poucas novidades ao Brusque. A mais impactante seria no caso de o Guarani vencer o Anápolis e chegar à quinta posição. Neste caso, o São Bernardo substituiria o Guarani no grupo do Brusque, que cairia para a sétima posição e teria uma nova ordem de confrontos.
Em caso de vitória do Guarani por um gol de diferença, o grupo permaneceria o mesmo, mas o Brusque cairia para a sétima posição e veria uma mudança na ordem dos confrontos. Começaria jogando contra a Ponte Preta em casa, e não mais contra o Naútico. Depois, enfrentaria Náutico (fora), Guarani (casa), Guarani (fora), Náutico (casa) e Ponte Preta (fora).
Se o Guarani não vencer o Anápolis num eventual novo jogo, a situação do Brusque permanecerá inalterada, a não ser que o time paulista perca por três gols ou mais. Neste caso, o Floresta substituiria o time paulista no grupo do quadricolor.
Erro de direito
O erro de direito ocorre quando o árbitro deixa de observar as regras da modalidade. O Guarani acionou o STJD com base no parágrafo primeiro do artigo 259 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD):
"A partida, prova ou equivalente poderá ser anulada se ocorrer, comprovadamente, erro de direito relevante o suficiente para alterar seu resultado."
O que o STJD irá julgar, portanto, é se a permanência de João Celeri e sua participação no jogo por dois minutos de forma irregular foi relevante o suficiente para interferir no resultado de Anápolis 2×0 Guarani.
Próximo jogo
A princípio, o Brusque segue com seu calendário, enfrentando o Náutico às 19h deste domingo, 7, no Augusto Bauer.
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